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27 Fev
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Nova realidade a cada safra

Mercado exige constante atualização e capacitação de profissionais e pesquisadores ligados ao setor para tirar o melhor da principal matéria-prima do agronegócio

Crédito: Saulo Ohara

Os avanços tecnológicos permitem oferecer sementes diferentes para cada região, climas mais frios ou mais quentes, tratadas contra doenças mais presentes nesse locais e com novidades todos os anos

O mercado de sementes oferece um produto diferente para cada região, tratado contra doenças mais presentes nesse ou naquele local, para climas mais frios ou mais quentes, com novidades praticamente a cada safra. A gama de opções só aumenta, o que traz novos desafios todos os dias para técnicos, agrônomos e para o agricultor, que sempre buscam maior produtividade. E, mais importante, faz com que esses profissionais do campo se perguntem, "quando é o próximo dia de campo, mesmo?". 

A demanda por cursos de capacitação e qualificação do trabalho com sementes cresce ano a ano, segundo a Abrates (Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes). Situação que coloca a região de Londrina, muito por sediar entidades como a própria Abrates e a Embrapa Soja, por exemplo, como expoente de conhecimento e pesquisa nos cenários nacional e internacional. 

O diretor executivo da Apasem (Associação Paranaense dos Produtores de Sementes), Clenio Debastiani, afirma que os avanços tecnológicos em sementes são responsáveis pelo aumento anual de 2% na produtividade das principais culturas. "Por mais que não se perceba nas cidades, a agricultura é muito dinâmica e em dois anos se pode mudar todo um sistema de produção", diz. "Por isso, são importantes os dias de campo, os cursos, os estudos e a pesquisa, que promovem o corpo a corpo entre técnico e produtor rural", completa. 

O vice-presidente da Abrates, Fernando Henning, diz que o último Congresso Brasileiro de Sementes da entidade, no segundo semestre de 2017, em Foz do Iguaçu, superou e muito a expectativa de participantes, com mais 1,2 mil pessoas. Ainda, ele afirma que, hoje, o próprio agricultor participa de eventos do tipo, para poder cobrar soluções para os problemas que traz do campo. "Cada vez mais vemos dentro dos cursos os produtores junto aos técnicos. Como empresário rural, seja pequeno, médio ou grande, ele sempre testa os profissionais que trabalham com ele." 

Os cursos oferecidos pelas entidades são constantemente renovados e a participação também garante novos temas para pesquisas, já que os participantes levam as demandas direto às fontes de conhecimento tecnológico. "Nos nossos cursos de fisiologia, formação de analistas ou de amostradores, sempre contamos com grande procura apesar de ter um custo, porque são informações que compensam o investimento", cita Henning. 

VARIÁVEIS DEMAIS 
Com lançamentos quase que mensais, a indústria química e entidades de pesquisa abastecem o mercado com produtos como fungicidas e inseticidas para tratamento de sementes, além das cultivares. Quando se alia essa variedade às diferentes realidades climáticas e de solo de um país da extensão do Brasil, a gama de problemas e de combinações aumenta ainda mais. "Isso que é legal nesses cursos, porque existe uma heterogeneidade de profissionais em uma sala que sabem que nem tudo tem receita pronta", diz o vice da Abrates. 

As capacitações são oferecidas por entidades como Abrates e Apasem, mas também órgãos como Emater (Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural), universidades e representantes de indústrias do setor. Os temas vão desde fisiologia à amostragem, passando por técnicas de armazenagem, de análises laboratoriais, de tratamento de sementes e melhores práticas no campo. E as culturas vão de grãos como soja, milho, trigo a forrageiras e florestais.

Fonte: Fábio Galiotto - Reportagem Local - Folha de Londrina

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