ABRATES em Foco

RAS: A BÍBLIA SEMENTEIRA

07/05/2021

ARTIGO

Sim, a semente é um instrumento tão valioso que precisa de um manual de instruções exclusivo dela para ser comercializada no País. Esse manual é chamado de Regras para Análise de Sementes e é conhecido no meio sementeiro como “a bíblia da análise e tecnologia de sementes”. É utilizada como uma aplicação das leis nacionais de controle de qualidade de sementes, que são baseadas nas regras internacionais prescritas pela ISTA (International Seed Testing Association) e pela AOSA (Association of Official Seed Analysts) – as duas maiores associações mundiais em análise de sementes.

Carinhosamente chamada de RAS, seu uso nos laboratórios de análise de sementes tem como principais finalidades; a) determinar a qualidade de um lote de sementes, b) determinar o valor de sementes para semeadura, c) fornecer dados para a etiquetagem e fiscalização do comércio, d) estabelecer bases para a compra e venda de sementes, e) estabelecer bases para a distribuição, armazenamento e descarte de sementes, f) avaliar o beneficiamento, g) auxiliar a pesquisa de melhoramento genético e h) identificar problemas dos lotes e possíveis causas.

Além da RAS, outros dois volumes são de extrema importância, o Manual de Análise Sanitária de Sementes e o Glossário Ilustrado de Morfologia, sendo todos elaborados com apoio de segmentos da iniciativa privada e pública, principalmente aquelas voltadas para a pesquisa (universidades e instituições), além da parceria com a ABRATES (Associação Brasileira de Tecnologistas de Sementes).

Em sua versão mais recente, de 2009, a RAS conta com 18 capítulos, sendo eles: 1) procedimentos para amostragem, 2) análise de pureza, 3) verificação de outras cultivares, 4) determinação de outras sementes por número, 5) teste de germinação, 6) teste de tetrazólio, 7) determinação do grau de umidade, 8) análise de sementes revestidas, 9) teste de sanidade de sementes, 10) exame de sementes infestadas, 11) peso volumétrico, 12) peso de mil sementes, 13) número de sementes com e sem casca, 14) teste de retenção em peneira, 15) teste do embrião excisado, 16) teste de raio X, 17) teste de sementes por repetição pesada e 18) tolerâncias, sendo que todos eles são compostos de objetivos, definições, princípios, equipamentos, cálculos e as informações de resultados.

Analisar sementes é uma etapa crucial do processo de produção de sementes, sendo fundamental o comprometimento com as análises e as metodologias descritas na RAS. Essa padronização e esse cuidado, permitirão a obtenção de resultados uniformes e comparáveis, tanto entre as diferentes análises realizadas por diferentes analistas de um mesmo laboratório, tanto por diferentes laboratórios de um mesmo país ou de outros países, além de facilitar a fiscalização da qualidade das sementes por meio de ações do governo federal.

Além do que, a realização de testes rigidamente em concordância com o que está prescrito neste livro texto, garante a qualidade da semente que chega às mãos do agricultor, que continuamente vem pagando caro pelo insumo e almeja o seu máximo de expressão em seu campo de produção. Essa garantia, mantém o sistema produtivo brasileiro em elevados patamares e contribui com a competitividade positiva do setor no cenário nacional e internacional.

OBS: ATUALIZAÇÕES DAS REGRAS PARA ANÁLISE DE SEMENTES VÊM POR AÍ, AGUARDEMOS!

Autora

Raquel Pires é Engenheira Agrônoma (UFVJM), Mestre em Agronomia/Fitotecnia (UFV) e Doutora em Agronomia/Fitotecnia pela (UFLA). Realizou parte do doutorado na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de Lavras no Departamento de Agricultura, Setor de Sementes. É Responsável Técnica do Laboratório de Análise de Sementes da UFLA e representante da UFLA na Comissão de Sementes e Mudas de Minas Gerais.

Fonte: Mundo Agro Blog

Foto: Fernando Dias/Seapdr/Divulgação

 

 

Abrates promove curso on-line de Fisiologia de Sementes de Plantas Cultivadas

05/05/2021

Conhecimentos fisiológicos são fundamentais para os profissionais do agronegócio de sementes. Para contribuir com a formação sobre o tema dos profissionais que atuam na cadeia produtiva brasileira e da América Latina, a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates) promove o “Curso de Fisiologia de Sementes de Plantas Cultivadas” em versão on-line. A programação, inscrição e outras informações no site da Abrates.

O curso é baseado nos conhecimentos do livro “Fisiologia de Sementes de Plantas Cultivadas”, escrito pelo professor e doutor Júlio Marcos Filho, da Esalq/USP, e editado pela Abrates, com versões em Português, Espanhol e Inglês. Conta com a colaboração de renomados profissionais da Área de Sementes, representando instituições altamente qualificadas.

“Conhecer o comportamento da semente durante os processos de formação, maturação, dormência, embebição, germinação e deterioração possibilita melhor entendimento do desenvolvimento da plântula originária da semente e de suas deficiências fisiológicas, que caracterizam as anormalidades nos testes de germinação em laboratório e de emergência em areia ou diretamente no solo em campo. Além disso, permite o desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o desempenho de lotes de sementes, como o condicionamento fisiológico (priming)”, segundo Júlio Marcos Filho, professor da Esalq/USP e professor do curso.

De acordo com presidente da Abrates, também dos professores do curso, Francisco Carlos Krzyzanowski, pesquisador da Embrapa Soja, as aulas são voltadas, principalmente, para estudantes de graduação, mestrado e doutorado em Agronomia e Biologia; engenheiros agrônomos, biólogos, pesquisadores e professores.

O presidente da Abrates explica a importância dos profissionais do agronegócio de sementes dominarem os conhecimentos básicos sobre fisiologia.  “Os testes de vigor como envelhecimento acelerado, deterioração controlada, teste de frio, germinação a baixa temperatura, comprimento de plântulas, classificação do vigor de plântulas, peso de matéria seca e de tetrazólio estão baseados no conhecimento sobre a fisiologia da semente”, afirma Krzyzanowski.

Ele acrescenta que conhecer as formas e o conteúdo de água presente na semente e sua influência na sua longevidade associada, principalmente à temperatura e teor de água, é importante para tomadas de decisões nos processos de aeração, secagem e armazenagem, visando a preservação da semente até o início de uma nova safra. 

O curso foi planejado, visando destacar a utilização prática do conhecimento sobre os processos vitais da semente, permitindo desenvolver procedimentos para agregar valor aos lotes comercializados.

Versão on-line

O curso presencial é ministrado desde 2011, totalizando a formação de 600 alunos nas sete edições. Na versão on-line por causa da pandemia do coronavírus, associados da Abrates têm desconto na inscrição de 23,5%, reduzindo o valor da taxa para R$ 1.300. Não associados pagam R$ 1.700. O curso é autoinstrucional, ou seja, sem tutoria. A carga horária é de 35 horas. 

Para complementar o conteúdo, o estudante receberá no endereço cadastrado, um exemplar do livro de Fisiologia de Sementes de Plantas Cultivadas, inteiramente grátis sem custo de envio.

Integram a equipe de professores, os doutores Francisco Carlos Krzyzanowski (Embrapa Soja); Júlio Marcos Filho (Esalq/USP); Ademir Assis Henning (Embrapa Soja); Denise Cunha Fernandes dos Santos Dias (UFV); Cláudio José Barbedo (Instituto de Botânica, SP); Fernando Augusto Henning (Embrapa Soja); José de Barros França Neto (Embrapa Soja); Silvio Moure Cicero (Esalq/USP) e Warley Marcos Nascimento (Embrapa Hortaliças).

O curso será ministrado em 13 aulas e ficará disponível logo após a confirmação do pagamento. O aluno poderá realizar as atividades propostas nos dias e horários de sua preferência. O conteúdo vai ficar disponível na plataforma por até seis meses, a partir da liberação. Confira a programação abaixo.

Programa de aulas 

  • Aula 1 - Importância da Semente - Dr. Júlio Marcos Filho
  • Aula 2 - Formação da Semente de Angiospermas - Dr. Júlio Marcos Filho
  • Aula 3 - Desenvolvimento (Maturação) de Sementes - Dra. Denise Cunha Fernandes dos Santos Dias
  • Aula 4 - Dormência de Sementes - Dr. Júlio Marcos Filho
  • Aula 5 - Relações Água / Sementes - Dr. Francisco Carlos Krzyzanowski
  • Aula 6 - Germinação - Dr. Silvio Moure Cicero
  • Aula 7 - Peletização e recobrimento de sementes - Dr. Warley Marcos Nascimento
  • Aula 8 - Deterioração de Sementes - Dra. Denise Cunha Fernandes dos Santos Dias
  • Aula 9 - Condicionamento fisiológico de sementes - Dr. Warley Marcos Nascimento
  • Aula 10 - Sementes Recalcitrantes - Dr. Claudio José Barbedo
  • Aula 11 - Interações patológicas e fisiológicas afetando a deterioração da semente - Dr. Ademir Assis Henning
  • Aula 12 - Princípios da biotecnologia aplicados à qualidade de sementes - Dr. Fernando Augusto Henning
  • Aula 13 - Vigor e Desempenho de Sementes - Dr. José Barros França-Neto

 

SERVIÇO:
“Curso de Fisiologia de Sementes de Plantas Cultivadas

Inscrição: site da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (abrates.org.br)
Investimento: R$ 1.300 (associados) e R$ 1.700 (não associados)

 

 

Mapa de Sementes do Brasil é a maior plataforma digital de dados da cadeia de restauração florestal

04/05/2021

Essenciais na recuperação de áreas degradadas e no manejo florestal, produtores e coletores de sementes do País estão se tornando mais “visíveis” com a criação do Mapa de Sementes do Brasil, a maior plataforma brasileira de sementes nativas.

Pouco se conhece ainda sobre quem são e onde estão os que se dedicam à atividade, o que pode deixá-los de fora das estatísticas e do sistema nacional de regulamentação.

Desde que foi criado, em 2018, o mapeamento já reuniu informações de 1051 produtores e coletores, 156 pesquisadores, 21 laboratórios de pesquisas e oito redes e programas. A necessidade de reunir informações sobre a atividade em apenas um lugar é importante, inclusive para a formulação de políticas públicas. 

O Mapa de Sementes é parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), da estudante de Engenharia Florestal, Jaqueline Figueiredo de Almeida, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob orientação da professora Fatima Piña Rodrigues. O desenvolvimento da plataforma digital para interação dos diferentes atores da área de sementes florestais e a concepção do mapeamento foi do engenheiro florestal, Danilo Urzedo, pós-doutorado na Universidade de Cambridge e co-orientador da Jaqueline que realizou com o levantamento dos contatos.

Organizado pela Abrates

O Mapa de Sementes é organizado pelo Comitê Técnico de Sementes Florestais da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates). A coordenação atual do comitê (gestão 2015-2021) é da pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa - Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia), Juliana Müller Freire. 

Criado em 1984, o comitê visa auxiliar no desenvolvimento científico e tecnológico do setor de sementes florestais. A associação é presidida pelo pesquisador da Embrapa Soja,  Francisco Carlos Krzyzanowski, Ph.D. em Tecnologia de Sementes pela Mississippi State University e pós-doutorado em Seed Physiology pela University of Florida (EUA).

Doutora em Ciências Ambientais e Florestais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Juliana Müller Freire destaca que o Mapa de Sementes facilita a troca de informações entre os elos da cadeia sementeira. “A reunião dessas informações, possibilita aproximar os diferentes atores da cadeia de restauração. Por exemplo, aqueles que querem restaurar matas ciliares ou encostas e morros de suas propriedades e que querem semear por meio da semeadura direta, necessitam do contato dos coletores e ou produtores de sementes regionais, para a aquisição ou serviço de coleta das sementes das espécies nativas da região. Os próprios produtores de mudas, às vezes, precisam adquirir sementes. A proposta é viabilizar esses diferentes contatos para uma melhor articulação”, explica Juliana. 

Além de uma fonte de renda, a produção e coleta de sementes de espécies nativas contribui para a recuperação de áreas degradadas. Esses trabalhadores estão espalhados por regiões com diferentes biomas como Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado.

“O trabalho desses produtores e coletores é fundamental na preservação das espécies nativas. Os coletores ao realizarem o trabalho de coleta, consequentemente, trazem um benefício para a conservação destas espécies e disponibilização de suas semente”, avalia Juliana.

O número de produtores e coletores cadastrados no Mapa de Sementes é significativo, mas poderá  ser maior. “Não temos um parâmetro para dizer ainda quantos devem ser os produtores e coletores de sementes no Brasil. Os produtores se inscrevem no site do Ministério da Agricultura (MAPA). Porém, os coletores se cadastram através de um formulário, que consta na Instrução Normativa número 17, de 2017. Quando tentamos procurar esses coletores é mais difícil. Só temos acesso digital aos que produzem sementes. Não conseguimos informações dos coletores com essa mesma facilidade, via MAPA, porque estão nas superintendências em arquivos de papel e não em formato digital. Por isso, ainda não temos uma real ideia da evolução da quantidade de coletores existentes no Brasil. Contudo, sabemos que temos muito mais coletores do que produtores”, afirma Juliana. 

Ela acrescenta que os coletores têm o domínio da riqueza de informações locais, onde vivem e coletam as sementes, o que é importante para a recuperação e preservação florestal.
“Ao sabermos quem são e onde estão esses coletores, será possível acessar a riqueza de espécies nativas existentes, onde se pretende reflorestar. Quando não temos coletores e produtores conhecidos na região é preciso trazer sementes de espécies de localidades diferentes do país. Pode ser que, essas sejam regiões bioclimáticas diferentes e as espécies não sejam adequadas para o reflorestamento com nativas. A biodiversidade não é só o número de espécies, mas também a variabilidade genética, que ocorre nos indivíduos da própria espécie. A importância de conhecer esses coletores é, sem dúvida, conseguir ter um maior acesso às sementes das espécies autóctones, que possam garantir a preservação da biodiversidade local”, conclui Juliana.

SERVIÇO: 

Para se cadastrar no Mapa de Sementes do Brasil, produtores e coletores devem acessar o endereço: https://www.sementesflorestais.org/mapa-das-sementes.html

 

 

IIª Prosa Sementeira debate avanços no controle de qualidade da semente 

03/05/2021

Na hora de semear, todos querem a melhor matéria-prima, mas como produtores, empresas e instituições de pesquisa asseguram a qualidade da semente? Quais são os cuidados que devem ser tomados antes, durante e após o ciclo da cultura? Especialistas da Bayer, Corteva e Embrapa Soja estarão juntos para esclarecer estas dúvidas na próxima quarta-feira (5 de maio), às 19 horas, na IIª Prosa Sementeira, evento on-line promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates) em seu canal no YouTube. 

Nesta edição, participam do bate-papo sobre o tema “Uma visão holística sobre qualidade de sementes”, os especialistas Viviane Abreu, da Bayer Crop Science, Marco Aurélio Freitas, da Corteva Agriscience e José de Barros França Neto, da Embrapa Soja. Segundo a organizadora do evento, Maria Laene Moreira de Carvalho, 2ª vice-presidente da Abrates e docente da Universidade Federal de Lavras (UFLA), os convidados abordarão os tópicos qualidade assegurada; “Stewardship”; controle interno de produção de sementes e quais são os verdadeiros significados e as vantagens desses sistemas. 

Viviane Abreu, líder de Stewardship Sementes e Traits para América Latina da Bayer Crop Science, vai abordar o programa de qualidade Stewardship da Bayer, sua importância para a empresa e o programa de certificação ETS (Excellence Through Stewardship). “A gestão responsável dos produtos sempre foi uma das principais preocupações da indústria de sementes, especialmente para as empresas voltadas à biotecnologia. Assim, garantir o controle da qualidade e o gerenciamento responsável das tecnologias é fundamental no desenvolvimento e comercialização de novos materiais”, detalha Viviane. A especialista ressalta que, além do programa interno de qualidade para a produção de sementes em acordo com a legislação vigente, vai complementar sua exposição com detalhes sobre o Trait Quality, programa que a Bayer criou para garantir a qualidade dos traits para as tecnologias transgênicas. 

O líder de Qualidade Assegurada de Produção de Sementes na América Latina da Corteva Agroscience, Marco Aurélio Freitas, também vai falar sobre a importância dos programas Quality Assurance (QA) e o Quality Control (QC), que estão sendo implementados em grandes empresas para assegurar a garantia e o controle de qualidade de produtos. De acordo com Freitas, essas áreas são novas dentro das empresas sementeiras, que até pouco tempo trabalhavam focadas em produtos. "De uns tempos para cá, elas começaram a adotar esses conceitos com o objetivo de dar um suporte com responsabilidade distinta dentro de todo o gerenciamento de qualidade", explica Freitas. Ele complementa que vai explicar a diferença entre QA e QC, por meio de exemplos práticos que existem dentro da área de produção de sementes. Em linhas gerais, o objetivo não é só garantir a qualidade do produto, mas sim padronizar processos, cumprir com as certificações e atender a expectativa de clientes. 

O pesquisador da Embrapa Soja, José de Barros França Neto, irá explanar como a pesquisa vem melhorando o controle de qualidade das sementes de soja e as técnicas de produção de sementes de alto vigor. “Vou focar em algumas pesquisas, treinamentos da Embrapa e Abrates que levam o setor produtivo a novas técnicas de análise, testes de tetrazólio, patologia de sementes e testes de vigor com base na 2ª edição do livro ‘Vigor de Sementes: Conceitos e Testes’, da Abrates”.  

Estima-se que sejam feitos mais de 300 mil testes de tetrazólio ao ano para o controle da qualidade física e fisiológica de sementes de soja no País. O teste é considerado um dos mais rápidos, eficientes e precisos para esta cultura. “Somente a Embrapa Soja já formou mais de 2,3 mil profissionais de empresas brasileiras de sementes nesta tecnologia. O que tem colaborado de maneira eficiente no aprimoramento da qualidade da semente de soja no Brasil. Recentes pesquisas apontam que o vigor, a viabilidade e a germinação têm subido substancialmente em decorrência da melhoria constante do aprimoramento de técnicas de produção para se obter sementes de alta qualidade física e fisiológica”, destaca França-Neto.   

"Se você inicia uma lavoura de 230 mil plantas alto vigor por hectare e o seu vizinho com a mesma cultivar e a mesma população de plantas por hectare, porém com uma lavoura oriunda de uma semente de vigor médio, a produtividade de sua lavoura será de 10% a 12% maior do que a do vizinho. Isso é fruto da pesquisa, envolvendo controle de qualidade, vigor, estabelecimento da lavoura com plantas de alto desempenho agronômico e que resultará em maiores produtividades”, conclui França-Neto. 

Série 

O presidente da Abrates, Francisco Carlos Krzyzanowski, mentor da Prosa Sementeira, acredita que as lives suprem a carência de troca de experiências entre os sementeiros nesta época de pandemia, em que estão suspensos os eventos presenciais. O nome dado à série sugere que os encontros virtuais sejam informais e possibilitem a participação de todos os atores do setor e diferentes assuntos relacionados ao setor sementeiro.  

As lives são mensais e ocorrem na primeira semana do mês com a participação de dois ou três convidados. Cada convidado tem de 10 a 15 minutos de apresentação e, em seguida, é aberto para discussão e respostas aos questionamentos do público telespectador. A 1ª Prosa Sementeira, realizada em abril, teve como tema "O negócio de sementes no Brasil" e está disponível no canal Abrates no YouTube neste link.  

SERVIÇO  

IIª Prosa Sementeira - Uma visão holística sobre qualidade de sementes 

Quando:  05/05/2021, às 19 horas 

Onde: canal da Abrates no Youtube   

Quanto: gratuito 

Convite: venha fazer parte da maior comunidade Latino Americana de Sementeiros, a sua 

participação é gratuita e altamente importante, pois trabalhamos com a vida, trabalhamos com 

SEMENTE. 

Informações e sugestõescontato@abrates.org.br 

 

 

Edições
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