ABRATES em Foco

Pesquisador da Embrapa Soja é destaque em congresso de sementes no Paraguai

21/07/2021

Quatro décadas parecem muito ou pouco tempo, dependendo do ponto de vista, mas para a pesquisa brasileira de soja significa o desenvolvimento de gerações de sementes com alta tecnologia embarcada.  A “Nova era para produção de sementes de soja, desafios e novas ferramentas”, é o tema da palestra que o pesquisador da Embrapa Soja e diretor financeiro da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), doutor José de Barros França-Neto, apresenta hoje (21), às 17 horas (horário de Brasília), no “IV Congresso Paraguaio de Sementes, IV Sementes Expo e IV Exposição de Ciência e Tecnologia de Sementes”. O evento on-line acontece até amanhã (22), reunindo especialistas do Paraguai, Brasil, Argentina e Espanha.

O congresso é organizado pela Associação dos Produtores de Sementes do Paraguai (Aprosemp) e tem por objetivo a disseminação de tecnologias, pesquisa, políticas, insumos para produção, máquinas, propriedade intelectual, biotecnologia e outros temas relacionados às sementes.

Além de um dos maiores exportadores mundiais de soja, o Brasil é destaque na pesquisa, conseguindo o feito de produzir soja grão e semente em condições de clima tropical.

 “Atualmente, cerca de 70% da soja brasileira são produzidas com alta qualidade em regiões de clima tropical. Produzir sementes de alta qualidade para suprir a demanda de instalar lavouras de soja em condições tropicais é um grande desafio ao setor de produção de sementes. Há alguns anos, isso era praticamente impossível porque não tínhamos tecnologia. Produzir sementes com 80% de germinação era um grande desafio. Neste período, a Embrapa e diversas universidades e instituições de pesquisa, tanto governamentais como particulares, se dedicaram a desenvolver diversas tecnologias para produção de sementes de qualidade na região tropical”, ressalta França-Neto.

Em sua palestra, o pesquisador vai traçar uma linha do tempo da evolução da pesquisa de soja, quais as tecnologias que foram desenvolvidas e  adotadas pelo setor produtivo para permitir que, hoje, o Brasil se tornasse um grande produtor mundial.

França-Neto irá tratar em sua palestra, desde a parte de campo, escolha da região, zoneamento ecológico para a produção de sementes, métodos de colheita antecipada, métodos de colheita mecânica, métodos de controle de percevejos, métodos de controle de doenças, entre outros assuntos.

Para que o Brasil se tornasse líder na produção de soja, o processo de desenvolvimento não se restringiu aos laboratórios, mas, ao longo dos anos, houve uma evolução do controle de qualidade, sistemas de secagem, armazenagem, tratamentos de sementes e até a logística de transporte.

“Para ter uma ideia do que tudo isso representa, hoje nós temos caminhões refrigerados transportando sementes e armazenagem climatizada para preservar as sementes. São tecnologias que foram desenvolvidas e adotadas pelo setor produtivo. Associada a isso também estão envolvidas a evolução do controle de qualidade, dos diagnósticos dos problemas de produção e a existência de um programa de melhoramento genético para melhor qualidade das sementes”, destaca França-Neto sobre os pontos principais de sua exposição.

O “IV Congresso Paraguaio de Sementes” é realizado, desde 2015. Inscrições no site  do evento Disertantes — IV° Congreso Paraguayo de Semillas (aprosemp.org.py).

 

 

Vem aí a IV Prosa Sementeira  da ABRATES

29/06/2021


A próxima "Prosa Sementeira", agendada para o dia 7 de julho, às 19 horas, traz como tema o "Tratamento de sementes de grandes culturas", um assunto atual e necessário voltado ao produtor rural. Com as novas tecnologias de aplicação é possível garantir a alta qualidade do tratamento e a manutenção do vigor das sementes.  
O curioso é que diferente do que muitos pensam, o tratamento de sementes não é uma ferramenta da atualidade, os primeiros relatos dessa atividade ocorreram  há mais de 400 anos.
Para debater este assunto, a professora da Universidade Federal de Lavras (UFLA),  Maria Laene Moreira Carvalho, que também é vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologias de Sementes (ABRATES), promotora do evento, convidou para este quarto episódio, três especialistas que vão abordar os diversos tipos de tratamentos de sementes, de químicos a biológicos,  e a importância deles na agricultura atual.
De acordo com a professora, o tratamento de sementes não só ajuda a eliminar ou reduzir a pressão de pragas e doenças em sementes e plântulas, mas também pode impedir a entrada do patógeno em áreas isentas. "A semente tratada também pode favorecer a germinação mais uniforme das plântulas e evitar a necessidade de replantio, minimizando o impacto negativo aos seres humanos, aos animais e ao meio ambiente", explica ela. 
EVOLUÇÃO - Um dos convidados é o pesquisador da Embrapa Soja, Ademir Assis Henning, que vai contar um pouco da evolução e a importância do tratamento de sementes de grandes culturas. De acordo com Henning, no mundo, o tratamento químico de sementes é uma prática antiga, porém no Brasil, a  recomendação oficial do tratamento com fungicidas para sementes de soja foi feita pela Embrapa Soja, em 1981. Contudo, sua adoção no início foi lenta, sendo que na safra 1990/91 apenas 5% da semente de soja era tratada. Atualmente, cerca de 95% da área de soja é tratada. 
Segundo Henning, se o produtor, principalmente do Cerrado, não utilizar uma semente tratada, vai contabilizar perdas em razão das falhas no plantio. "Se antes para fazer o plantio eram precisos cento e poucos quilos de sementes por hectare, hoje,  esse número caiu para 40/45 quilos por hectare, em razão da plantabilidade e a qualidade da semente que  melhoraram", afirmou. 
POTENCIAL - Para que as sementes expressem seu máximo potencial no campo é essencial que estejam protegidas contra patógenos e insetos, afirma a engenheira agrônoma e Coordenadora de Qualidade da Syngenta, Thais Andrade, que vai participar da live abordando o efeito da associação inseticidas com fungicidas e consequências na avaliação da germinação por métodos tradicionais. 
"A Syngenta possui uma divisão totalmente dedicada ao tratamento de sementes chamada Seedcare. O Seedcare não se trata apenas de produtos, mas também tecnologias de aplicação e serviços para garantir a alta qualidade do tratamento e a manutenção do vigor das sementes tratadas", informa Thais. 
De acordo com Thais Andrade, entre os serviços estão os estudos de “Seed Safety” realizados no laboratório de qualidade fisiológica do Seedcare Institute onde é verificado o efeito dos produtos na qualidade das sementes, bem como o tempo de armazenamento das sementes tratadas. "E, para utilizarmos as metodologias mais assertivas, trabalhamos em conjunto com a comunidade científica e com nossos clientes", complementa. 
PROBLEMAS E SOLUÇÕES - O engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Everson Reis Carvalho, do Departamento de Agricultura e Setor de Sementes, fará uma avaliação das sementes tratadas mostrando problemas e soluções. 
Para ele, o  tratamento de sementes atualmente é uma realidade, porém para que seus objetivos sejam alcançados deve ser realizado em função das recomendações técnicas pertinentes a cada situação. "Devido às suas vantagens, a maioria dos agricultores utilizam essa técnica em seus cultivos, sobretudo para grandes culturas como soja e milho", diz. 
Hoje, segundo Carvalho,  grande parte das análises fisiológicas realizadas nos laboratórios são com sementes tratadas, com os mais diversos produtos, o que demanda cuidados na escolha e condução dos testes para que a qualidade seja corretamente estimada. 

SERVIÇO
IV Prosa Sementeira - "Tratamento de sementes de grandes culturas"
Dia: 7 de julho às 19 horas
Onde: canal da Abrates no youtube

 

Arte do banner: Néia Sussai
 

Pesquisador lança livro sobre semente com linguagem simples e histórias de ficção

24/06/2021

Num raro momento histórico em que a Ciência se aproxima da população, mediado pela emergência sanitária mundial, iniciativas como a do pesquisador Claudio José Barbedo, estreitam ainda mais esse contato. Formado em Engenharia Agronômica pela Unesp (Botucatu-SP) e doutor em Fitotecnia (Esalq/USP), o pesquisador do Instituto de Botânica de São Paulo, lança no próximo sábado (26), às 20 horas, no canal da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates) no YouTube, o livro a “A Recalcitrância da Semente – uma história de amor, coragem, conflito e perseverança”. A obra, em versões PDF e audiobook, reúne histórias e personagens fictícios para falar de pesquisa científica de uma maneira simples, divertida, didática e acessível para todos os públicos.

Membro da diretoria da Abrates, Barbedo destaca que o subtítulo do livro antecipa o que os leitores vão encontrar: histórias que tratam de amor, coragem, conflitos e perseverança.

“Juntamente com toda informação técnica e científica da minha área, que é semente, o livro traz toda a experiência profissional, que eu tive em 30 anos de trabalho, dando aulas e nos laboratórios. São experiências individuais que, na somatória, acabam criando um relato de vida que pode ser útil para muita gente. O livro trata de Ciência, mas não deixa de ser também sobre amor, conflitos, perseverança e coragem”, afirma Barbedo.

O autor lembra que vivemos um período em que os cientistas têm a preocupação de se aproximar do público. Por isso, optou por uma linguagem mais acessível.

“Como eu sempre tive a minha atividade profissional ligada ao serviço público e toda a minha formação inicial e superior foi em escola pública, sempre mantive a preocupação de devolver para a sociedade todo este investimento. A melhor forma que encontrei foi produzir um livro que vai concentrar todo o conhecimento obtido na pesquisa, mas de uma forma que desperte a curiosidade. Além de oferecer a oportunidade para as pessoas assimilarem conhecimento técnico, quis que  fosse de uma maneira interessante”, comenta o autor.

Barbedo já participou de outras publicações, como organizador, mas, no novo livro, além de escrever, fez as ilustrações da capa e internas.

“Também nessa intenção de devolver para a sociedade  o investimento feito na minha formação profissional, por enquanto, não há uma versão impressa do livro. Para ser acessível a todo mundo, além da linguagem, é preciso que não tenha custo. Por isso, estou lançando o livro  na versão PDF gratuita. No dia do lançamento, vou liberar o link, que ficará aberto para as pessoas compartilharem. Já que tem que ser acessível para todos, é preciso lembrar daqueles que não têm condições de ler. Então, eu gravei com a minha voz, um audiobook”, explica Barbedo.

Para quem ficou curioso em saber mais e, principalmente, o que é a recalcitrância da semente, confira essa e outras histórias no livro do pesquisador.

SERVIÇO:

Lançamento do livro: “A Recalcitrância da Semente – uma história de amor, coragem, conflito e perseverança”, autor Claudio José Barbedo

Quando: sábado, dia 26 de junho

Horário: 20 horas

Onde: Canal da Abrates no YouTube: (55) ABRATES - YouTube

 

 

 

 

Inteligência Artificial é tema da III Prosa Sementeira

01/06/2021

No campo, sementes de alta qualidade podem garantir uma germinação eficaz, facilitar o manejo e potencializar a produtividade. Nos laboratórios, a pesquisa investe na Inteligência Artificial (IA) para aumentar a capacidade de interpretação de dados e desenvolver novos produtos. A inovação é tema do terceiro episódio da “Prosa Sementeira – A Inteligência Artificial e o controle de qualidade de sementes”. O evento on-line, promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), será nesta quarta-feira (2), às 19 horas, no Youtube.

A IA está revolucionando o agronegócio, especialmente na área de sementes, podendo ser aplicada na produção, processamento, distribuição e controle de qualidade nos laboratórios.

Também assume papel de destaque na tomada de decisões no campo, na recepção, beneficiamento e transporte das sementes.

Para dar um panorama sobre as diversas aplicações da tecnologia, a Prosa Sementeira convidou o CEO da TBit, Igor Chalfoun, a gerente de controle de qualidade da Sementes Goiás, Ana Heloisa Gonçalves, e o diretor da Agrotis, Manfred Leoni Schmid.

A mediação da conversa será de Maria Laene de Carvalho, segundo-vice presidente da Abrates,  docente da Universidade Federal de Lavras (UFLA), organizadora do evento.

Laene destaca que o objetivo do episódio é mostrar como a IA está contribuindo para o  setor  de sementes.

“Vamos  contar com a participação de três especialistas no assunto. Eles vão falar sobre o que é Inteligência Artificial, como tem sincronia com a Internet das Coisas, Agricultura 4.0 e robótica. Todas essas tecnologias dependem da Inteligência Artificial. Vamos abordar também as aplicações da inovação, que já estão  ocorrendo no universo sementeiro, tanto no laboratório de controle de qualidade, como na produção, na inspeção  de campo, na definição de colheita”, afirma a coordenadora da Prosa Sementeira.

Laene acrescenta que os eventos on-line têm contribuído com a formação dos  profissionais da área de sementes, pesquisadores e estudantes, neste período em que os encontros presenciais foram suspensos pelas restrições da Covid-19.

“Não pudemos realizar nem o nosso tradicional Congresso Brasileiro de Sementes por causa da epidemia do coronavírus. Já tem dois anos, que estamos sem reunir os sementeiros em torno de eventos. A ideia nossa é levar ao setor as novidades do agronegócio, mais especificamente em sementes, para que tenham conhecimento do que está acontecendo no cenário nacional em termos de avanços”, ressalta.

Igor Chalfoun, O CEO da  TBit, agtech especialista em análise de imagens e classificações, dará uma visão geral sobre IA e como é aplicada nos laboratórios de sementes.

Do laboratório ao campo

Desde 2017, a gestora de qualidade da Sementes Goiás, Ana Heloisa Gonçalves, conta com a IA na rotina de trabalho no  laboratório, nas análises de germinação e da parte física das sementes. Na Prosa, ela vai falar sobre essa experiência.

“O Ministério da Agricultura ainda não aceita a análise por Inteligência Oficial, como base oficial. Porém, um item da ISO 17025 requer supervisão da equipe. A gente, então, utiliza muito a tecnologia para auditar os nossos resultados e até como forma de transparência para nossos clientes, já que temos essas análises sem interferência humana realizada por uma inteligência, com  o mesmo padrão que utilizamos. Muitas vezes, a gente faz o uso da Inteligência Artificial como analista padrão do laboratório”, ressalta Ana Heloisa, apontando ainda que a tecnologia consegue suportar mais análises que um profissional. “Eu não vejo um substituindo o outro, mas um validando o outro”.

Manfred Leoni Schmid, diretor da Agrotis, vai falar sobre a experiência da empresa com a IA na área de sementes.

“Na área de sementes existem muitas  tecnologias, principalmente com base em informação. Hoje, para produzir sementes é preciso várias análises e atributos. Há uma gama de informação muito grande para chegar à conclusão de qual semente, lote e campo de semente compensam para dar seguimento no processo. A produção de sementes é  cara porque trabalha com algo vivo. Então, é fundamental saber quais são os sinais, os atributos que são possíveis serem lidos no começo do trabalho e que identifiquem se vale dar prosseguimento ou não na pesquisa”, explica Schmid.

O diretor da Agrotis finaliza dizendo que a qualidade das sementes é comprovada no campo e que a IA também é importante nessa fase.

“A Inteligência Artificial pode ajudar, desde a escolha e do planejamento correto do local dos campos de sementes, da semente matriz, das cultivares corretas e toda a parte agronômica  de produzir aquele campo e de acompanhar a informação. Antes da colheita é possível ter uma prévia da qualidade da semente, que ainda está na vagem.  Desde a semente na vagem até estar dentro do pacote para o agricultor é um prazo de cerca de seis meses. Porém, seis meses antes, com o grão ainda dentro da  vagem é possível dizer se tem potencial de ser ou não uma semente boa. Um conjunto grande de informações e estatísticas do que ocorreu, no passado e análise laboratorial bem feita, podem mostrar o que será a qualidade daquela semente”, conclui Schmid.

O próximo episódio da Prosa Sementeira será dia 7 de julho com o tema: “Tratamento de Sementes”.

SERVIÇO

III Prosa Sementeira – A Inteligência Artificial e o controle da qualidade de sementes

Quando: 02/06/2021

Horário: às 19 horas

Onde: canal da Abrates no Youtube

Quanto: gratuito

Mais informações : contato@abrates.org.br

 

 

 

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