MATURAÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DA CULTIVAR SANTA ROSA
JÚLIO MARCOS FILHO
O presente trabalho, conduzido no Laboratório de Sementes e no Campo Experimental do Departamento de Agricultura e Horticultura da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", USP, em Piracicaba, SP, teve como objetivo estudar a maturação de sementes de soja, cultivar Santa Rosa, representado por materiais de duas procedências. Após a recepção e classificação em peneiras de crivos oblongos, avaliou-se a qualidade inicial dos materiais mediante teste de germinação. O ensaio de campo foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com parcelas subdivididas, em novembro de 1977, efetuando-se a semeadura de modo que se obtivessem populações semelhantes para cada uma das procedências. Considerou-se como inicio do florescimento o momento em que foi constatada, por amostragem, a presença de 5 a 10 plantas com, pelo menos, um rácemo florescido por metro quadrado e, como início da frutificação, a presença de 5 a 10 plantas frutificadas por metro quadrado. Efetuaram-se sete colheitas em cada uma das parcelas, no período compreendido entre 15/03 e 03/05/1979, correspondendo a 30, 44, 51, 58, 65, 72 e 79 dias após o início da frutificação. Após cada colheita, determinaram-se o teor de umidade, o peso da matéria seca, a germinação e o vigor (primeira contagem de germinação e envelhecimento rápido) das sementes, bem como a coloração do tegumento e a do hilo. As análises dos dados e a interpretação dos resultados permitiram concluir que tanto a coloração da semente como a do hilo podem se constituir em parâmetros eficientes para identificar a maturidade fisiológica da soja. Por outro lado, a conceituação da maturidade, com ênfase exclusiva ao peso da matéria seca das sementes, não se revelou satisfatório.
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