EFEITOS DA COLHEITA MECÂNICA E DA SECAGEM ARTIFICIAL SOBRE A QUALIDADE DA SEMENTE DURA EM SOJA

JOSÉ DE B. FRANÇA NETO; HOWARD C. POTTS

 

Este estudo foi realizado em Mississippi, EUA, no ano de 1977, visando comparar os efeitos da colheita mecânica e da secagem artificial sobre a qualidade de semente de soja com tegumentos permeável (cultivar "Dare") e impermeável (linhagem de melhoramento D-1). As sementes foram colhidas manual e mecanicamente em duas épocas: a primeira, quando a umidade da semente atingiu o teor de aproximadamente 18% e, a segunda, quatro semanas após. A semente colhida mecanicamente, na primeira data, foi utilizada nos estudos de secagem. Os resultados de testes de germinação, TZ, envelhecimento precoce e da avaliação de danos mecânicos foram usados para a determinação dos efeitos dos tratamentos na qualidade da semente. A colheita mecânica reduziu a quantidade de sementes duras a níveis aceitáveis agronomicamente, quando a umidade da semente estava próxima de 11%. Tal colheita não teve efeito algum sobre a viabilidade da semente, mas resultou em reduções no nível de vigor. As sementes com tegumento permeável germinaram mais rapidamente que aquelas dotadas da característica impermeável; entretanto, tal diferença foi reduzida pelos efeitos da colheita mecânica. A linhagem D-1 apresentou maior porcentagem de sementes não danificadas em ambas as datas de colheita, apesar de, na segunda data, estar com 5,2% de umidade a menos que 'Dare'. O atraso da colheita ocasionou queda de viabilidade e de vigor das sementes da cultivar "Dare", mas, na linhagem D-1, apenas o índice de vigor foi afetado. Tal atraso também resultou em aumento de danos mecânicos em ambos os tipos de semente. A secagem artificial das sementes de D-1 aumentou a porcentagem de sementes duras, mas não causou nenhum outro efeito imediato na qualidade. Houve alguma indicação da relação direta entre permeabilidade do tegumento e índice de perda de umidade.



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