COMPARAÇÃO DE RECIPIENTES PARA CONSERVAÇÃO DE SEMENTES DE FEIJÃO
MARIA ROSA MONTEIRO; JOSÉ FERREIRA DA SILVEIRA
Em condições ambientais (ta = 21,4oC e UR = 77,86%) do Laboratório de Análise de Sementes da Escola Superior de Agricultura de Lavras, sementes de feijão (Phaseolus vulgaris L.) das cultivares 'Carioca 1030' e 'Paraná', foram armazenadas nos diferentes tipos de recipientes: caixa de cimento amianto, caixa de concreto, caixa de isopor, lata, caixa de madeira, saco de tecido de algodão, saco de papel multifoliado, saco polietileno escuro e saco polietileno transparente, estudando-se os efeitos destes na conservação das sementes. Durante 24 meses (junho/77 a junho/79), a cada intervalo de 60 dias, as sementes foram avaliadas quanto ao teor de umidade, poder germinativo, índice de velocidade de emergência, peso verde das plantas; o teste de sanidade foi realizado uma única vez aos 16 meses. Constatou-se que, para as duas cultivares estudadas, a caixa de concreto foi. o pior recipiente para conservação das sementes, favorecendo também o desenvolvimento de microorganismos. A caixa de isopor, a lata, o saco polietileno escuro e o saco polietileno transparente foram bons recipientes para manutenção da qualidade das sementes da cultivar 'Carioca 1030', que foram armazenados com 12,6% de umidade e com melhor qualidade inicial possuindo ainda no final dos 24 meses de armazenamento, germinação entre 62 e 73%. A caixa de isopor foi o recipiente que conservou melhor o poder germinativo das sementes da cultivar 'Paraná' a qual possuía qualidade inicial inferior, quando comparada com a 'Carioca 1030' e teor de umidade 13,9%. A lata apresentou melhor controle de microorganismos para ambas cultivares.
Patrocinadores