EFEITO DA UMIDADE E DA TEMPERATURA DO SOLO NA EMERGÊNCIA DE PLÂNTULAS DE ARROZ

ADEMIR DOS SANTOS AMARAL E EDEGAR CARDOSO DOS SANTOS

 

Os efeitos de quatro níveis de umidade e de quatro temperaturas do solo na emergência de plântulas de cinco cultivares de arroz foram estudados na Unidade de Execução de Pesquisa de Âmbito Estadual de Pelotas (UEPAE-Pelotas), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), em 1982. O experimento foi conduzido em casa de vegetação e repetido quatro vezes; para cada repetição, a temperatura do solo foi mantida em 16oC, 23°C, 30°C e 37oC, respectivamente. Utilizou-se um solo franco-arenoso, com 2,2% de matéria orgânica e capacidade de campo de 15,55%. Os quatro níveis de umidade do solo considerados foram 8%, 15%, 8-22% e 15-22% de umidade gravimétrica (Ug); nestes dois últimos níveis, o menor percentual foi mantido durante os três primeiros dias, e o maior percentual, durante os 25 dias posteriores, isto é, até ao final do experimento. As cultivares utilizadas foram a Bluebelle, Brazos, BR-IRGA 409, BR-IRGA 410 e EEA-406. Os efeitos destes fatores foram avaliados pelo índice de velocidade de emergência (estimativa do período médio de emergência) e pelos testes de população inicial e de peso da matéria seca da parte aérea das plântulas, aos 28 dias após a semeadura. De acordo com os resultados obtidos, verificou-se que os menores valores nos parâmetros estudados foram obtidos quando o solo foi mantido em condições de escassez de umidade (8% Ug) e com baixa temperatura (16°C); conforme elevou-se o teor de umidade e a temperatura, a emergência de plântulas foi mais rápida e em maior número. As cultivares testadas apresentaram resultados distintos nas médias de cada parâmetro estudado; assim, a cultivar BR-IRGA 409 tendeu a apresentar desempenho inferior às demais, ao passo que as cultivares Brazos e EEA-406 propiciaram os melhores resultados.



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