INFLUÊNCIA DE ALGUNS FATORES DA PLANTA SOBRE O GRAU DE DORMÊNCIA EM SEMENTES DE MUCUNA PRETA

ROSEMARIE NIMER, NELSON MOREIRA DE CARVALHO NILTON LOUREIRO E DILERMANDO PERECIN

 

O presente artigo relata um estudo sobre dormência de sementes, para o qual se fez uso da espécie mucuna preta (Styzolobium atterrimum Piper & Tracy). A hipótese deste trabalho era a de que o grau de dormência estaria ligado a características da planta tais como tamanho da semente, posição da semente na vagem e posição da vagem no racemo. Esta hipótese foi testada após se ter identificado quatro classes de tamanho das sementes (pequena, média-pequena, média-grande e grande), 7 posições das sementes na vagem (das quais apenas em 4 se obtiveram sementes em número suficiente para os testes) e 3 posições da vagem no racemo, designadas terço inferior, terço médio e terço superior. O grau de dormência das sementes foi avaliado determinando-se sua capacidade de germinação: ao final de 45 dias após a instalação do teste, contava-se o número de sementes que permaneciam duras, firmes e com o aspecto de quando da instalação do teste. A análise dos dados mostrou que se pôde comprovar em parte a hipótese aventada: tamanho da semente e posição da vagem no racemo mostraram uma influência significativa e seqüência sobre o grau de dormência da semente de mucuna preta: quanto menor a semente maior seu grau de dormência; quanto mais em baixo, no sentido proximal-distal, se forma a vagem no racemo, maior o grau de dormência das sementes. A posição da semente na vagem também se mostrou um fator capaz de exercer uma influência significativa, ainda que errática, sobre o grau de dormência das sementes. A quantificação do grau de influência exercida por esses fatores mostrou a seguinte ordem decrescente: tamanho da semente, posição da vagem no racemo e posição da semente na vagem.



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