DIAGNÓSTICO DA PATOLOGIA DE SEMENTES DE CAUPI (Vigna unguiculata (L.) WALF, NO BRASIL
EGBERTO ARAUJO
Cerca de setenta espécies de fungos estão assinaladas em sementes de caupi originárias de diversos estados brasileiros. Destas, comprovou-se patogenicidade de: Botryodiplodía sp., Colletotrichum Iindemuthianum, Curvularia Iunata (anomalias nas plântulas), Fusarium oxysporum, Fusarium oxysporum f. sp. phaseoli, F. semitectum, Macrophomina phaseolina e Phomopsis sojae. Também certas viroses são reportadas, sendo seus estudos realizados, principalmente, na Universidade Federal do Ceará e na Universidade de Brasília. Em 1982, assinalou-se no Estado do Piauí uma doença causada por Xanthomonas vignícola, que, provavelmente, é transmitida por esta via também. A metodologia empregada para detecção de fungos em sementes de caupi no Brasil, não tem sido uniforme. Em essência, como substrato se tem utilizado o meio de Batata-Dextrose ? Agar (às vezes com antibióticos) e o papel de filtro umedecido, com variações quanto ao pré-tratamento das sementes e nas condições de incubação. Em termos de controle, os levantamentos têm mostrado variações na ocorrência de patógenos em diferentes cultivares, destacando-se Pitiuba, Sete Semanas, Potomo, Sempre Verde, Canapu e Amarelão como as menos afetadas. Quanto à ação de produtos químicos, ?in vitro? ou no tratamento de sementes, os fungicidas Benomyl, Captafol e Thiran mostraram-se os mais eficientes, melhorando inclusive o poder germinatívo.
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