MICRORGANISMOS PRESENTES NOS COMPONENTES DA ANÁLISE DE PUREZA DE SEMENTES DE ARROZ

ZAIDA INES ANTONIOLLI E MIGUEL D.M. PORTO

 

Executou-se a pesquisa no Laboratório de Tecnologia de Sementes do IPAGRO e no de Fitopatologia da UFRGS, em 1986. Grãos de seis amostras de arroz, compreendendo duas cultivares: BR.IRGA 409 e BR.IRGA 410, provenientes de dois produtores de Camaquã e um de Guaíba, RS. Estas amostras, com 1kg cada, foram homogeneizadas e reduzidas para obtenção de amostra de trabalho de 100g, sobre as quais foi realizado um teste de pureza, conforme as Regras para Análise de Sementes. Após, foram submetidas à análise para detecção de fungos pelo método papel de filtro, na temperatura de 22 a 30oC, fotoperíodo de 12 horas e durante sete dias. Para tanto, utilizaram-se subamostras de 400 grãos, classificados na análise como sementes puras e mais a totalidade de impureza: outras sementes e material inerte. Os resultados indicaram um alto percentual de pureza nas amostras, apesar de sementes de outras cultivares, de silvestres (Brachiaria spp., Cyperus esculentus e outras não identificadas) e de nocivas (arroz-vermelho, arroz-preto, angiquinho, capim-arroz, Digitaria adscendens e Polygonum spp.). A cultivar BR.IRGA 410, sendo detectados, como principais fungos: Curvularia spp., Phoma sp., Rhynchosporium oryzae, Tilletia barclayana, Trichoconis padwickii. Nas duas cultivares, o maior percentual de incidência de fungos foi em sementes de Aeschynomene rudis, seguido de sementes de arroz-vermelho, Echinochloa spp., arroz-preto e material inerte.



Patrocinadores