A PRODUÇÃO DE SEMENTES DE MILHO NO ESTADO DE SÃO PAULO: SETOR PÚBLICO X SETOR PRIVADO

JOAQUIM BENTO DE SOUZA FERREIRA FILHO E FERNANDO CURI PERES

 

O setor de produção de sementes é tão importante atualmente que, além de atrair grandes investimentos, assume mesmo conotações estratégicas, estando as sementes de milho híbrido entre as que maior interesse econômico apresenta. Assim, procedeu-se nestre trabalho a uma descrição histórica da evolução da produção e vendas de sementes de milho no Estado de São Paulo, de seu início até os dias atuais, enfocando separadamente o desenvolvimento dos setores públicos e privado. Os resultados mostraram que a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo ? SA-SP ? dominou amplamente o mercado paulista de sementes de milho até o final da década de sessenta, graças à sua política de preços de sementes. Por outro lado, estimulou o aparecimento de pequenas e médias empresas no setor durante aquele período, via fornecimento de material básico de alta qualidade. Durante a década de setenta a SA-SP modifica sua atuação, retirando-se gradualmente do mercado, que passa a ser ocupado pelas empresas privadas. Assim, sua participação nas vendas totais de sementes de milho no Estado de São Paulo, que era de cerca de 75% em 1967 cai para 32% em 1979. Esta tendência é mantida durante a década de oitenta, tendo a SA-SP participado com cerca de 10% nas vendas totais de sementes de milho no Estado no ano agrícola 1985/86. Constatou-se ainda que o aumento na produção das empresas privadas se fez principalmente através de produção de sementes fiscalizadas, que passaram de 62% do total de híbridos produzidos por aquelas empresas no ano agrícola 82/83 para cerca de 87% no ano agrícola 85/86. Entre as produtoras de sementes certificadas a SA-SP ainda é a principal, com 39% do total produzido no ano agrícola 85/86.



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