PROPOSTAS PARA A PADRONIZAÇÃO DE METODOLOGIAS EM ANÁLISE DE SEMENTES FLORESTAIS

ELISABETE DE CASTRO OLIVEIRA, FÁTIMA C. MARQUEZ PIÑA-RODRIGUES E MÁRCIA BALISTIERO FIGLIOLIA

 

A padronização de metodologias de análise visa a obtenção de resultados uniformes para um lote de sementes, analisados em diferentes laboratórios. São estabelecidas regras resultantes de experimentação prévia, que possibilitam a avaliação da qualidade da semente. O conjunto de regras constituem-se nas prescrições e recomendações contidas nas Regras para Análise de Sementes - RAS (Brasil, 1980).
As espécies florestais nativas representam menos de 0,1% nas RAS. Este dado inexpressivo ilustra a falta de informações sobre estas espécies.
Nas últimas décadas, de 70 e 80, houve um grande aumento de pesquisas na área devido ao crescente interesse econômico e conservacionista que se sucederam nestes períodos. Um levantamento realizado pelo Comitê Técnico de Sementes Florestais da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (CTSF/ABRATES) revelou que 44% dos trabalhos publicados e 25% das pesquisas em andamento com sementes florestais eram sobre análise (Piña-Rodrigues e Cottini, 1990). Em decorrência, algumas espécies como o Euterpe edulis, Araucaria angustifolia, Astronium fraxinifoliurn, A. urundeuva, Cedrella fissilis, Cordia trichotorna, entre outras, já possuem um volume e qualidade de pesquisas que justifiquem a aferição de metodologias visando a sua inclusão nas RAS.
Do total de pesquisas em análise, 40,4% referem-se à germinação e 17,3% à dormencia. As áreas de pureza, tetrazólio e umidade, representam menos de 4%. Com este programa é possivel iniciarem-se os procedimentos para a padronização de metodologias em análise de sementes florestais, principalmente quanto à germinação.
Neste trabalho faz-se uma reunião de informações colhidas ao longo dos 6 anos de existência do CTSF/ABRATES. Os dados são oriundos de bibliografias, dos questionários e de levantamentos efetuados pelos membros do Comitê, muitos dos quais ainda não publicados. Há também a contribuição da experiência pessoal de técnicos da área de sementes, analistas, viveiristas e produtores que participaram de cursos e eventos realizados pelo Comitê.
O que se pretende é uma avaliação do estado atual das pesquisas, seus problemas e algumas discussões sobre a experiência adquirida, no sentido de colaborar para a inclusão das espécies arbóreas tropicais nas Regras para Análise de Sementes.



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