AVALIAÇÃO DA QUALIDADE FISIOLÓGICA E SANITÁRIA DAS SEMENTES DE FEIJÃO E MILHO UTILIZADAS PELOS AGRICULTORES DA REGIÃO SEMI-ÁRIDA DO ESTADO DE SERGIPE
GIZELDA MAIA REGO E DULCE REGINA NUNES WARWICK
Com o objetivo de se obter informações a respeito da qualidade fisiológica e sanitária das sementes de feijão e milho, utilizadas pelos agricultores da região semi-árida do Estado de Sergipe, foram avaliadas as sementes provenientes de seis municípios da região Noroeste (Porto da Folha, Canindé de São Francisco e Poço Redondo) e Sudoeste (Tobias Barreto, Simão Dias e Poço Verde) do Estado, no ano agrícola de 1987. Foram coletadas 176 amostras de feijão e milho, no período compreendido entre março e maio. Na entrega das amostras, os produtores prestaram diversas informações mediante o preenchimento de um questionário, sobre a área cultivada, origem da semente, tratos culturais, secagem e armazenamento. A qualidade fisiológica foi avaliada pelos testes de germinação e de vigor (1ª contagem e emergência a campo), segundo as Regras para Análise de Sementes, e a qualidade sanitária foi feita pelos testes de papel de filtro e decrescimento. Na cultura do feijão, a percentagem média de germinação e de vigor, para os municípios da região Noroeste e Sudoeste, foi 59,9% e 59,2%, respectivamente, destacando-se o município de Poço Verde com as maiores percentagens de germinação (72,2%) e de vigor (74,0%). Na cultura do milho, foi 66,0% e 58,2% na região Noroeste, e 66,0% e 56,4% na região Sudoeste. Foram detectados 13 microorganismos nas amostras de feijão e de milho, com predominância do Aspergillus niger e do Fusarium sp.
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