COMPORTAMENTO DAS SEMENTES DE CEDRO-ROSA (Cedrela angustifolia S. ET. MOC) DURANTE O ARMAZENAMENTO

FATIMA C. MÁRQUEZ PIÑA-RODRIGUES E RENATO MORAES DE JESUS

 

Pesquisas sobre a conservação de sementes de espécies florestais nativas da Mata Atlântica, de valor econômico, potencial silvicultural são prioritárias, principalmente para aquelas cujos recursos genéticos estejam ameaçados. Este é o caso do cedro-rosa (Cedrela angustifolia S. Et. Moc.). As sementes foram colhidas de matrizes na Reserva Florestal do Vale do Rio Doce, em Linhares, ES, e armazenadas em câmara fria-seca (10°C e 65% UR) e ambiente de laboratório (temperatura e umidade relativa variáveis). Foram testadas diferentes embalagens: saco de pano, saco plástico, saco de papel kraft, caixas de madeira. O teste de germinação foi instalado a 30°C, substrato sobre-papel (SP). O armazenamento das sementes em câmara fria-seca possibilitou a conservação da viabilidade das sementes por um período de 3 anos, embora com valores inferiores (23%) à germinação inicial (71%), independente do tipo de embalagem utilizada. Em condições de laboratório, a viabilidade das sementes conservou-se por apenas 75 dias, em embalagem permeável. Foram constatadas variações sazonais na viabilidade das sementes armazenadas em câmara fria e seca, provavelmente associados a ritmos endógenos naturais.



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