Xanthomonas campestris PV. phaseoli EM SEMENTES DE FEIJÃO: DETECÇÃO POR INOCULAÇÃO EM PLANTA INDICADORA
PEDRO JOSÉ VALARINI E JOSÉ OTÁVIO MACHADO MENTEN
Visando detectar Xanthomonas campestris pv. phaseoli agente causal do crestamento bacteriano comum em sementes de feijão (Phaseolus vulgaris L.), foram comparadas quatro técnicas de extração e a identificação por inoculação em planta indicadora. Também foram determinadas a especificidade, sensibilidade e a quantificação do inóculo. As técnicas de extração da bactéria incluiram sementes moídas e inteiras, com ou sem assepsia superficial, imersas em água destilada ou meio líquido (3g de extrato de levedura/l), esterilizados, e incubação por 2 horas à temperatura ambiente (sementes moídas) ou 18-24 horas, a 5°C (sementes inteiras). Para a identificação do patógeno, foram testados 3 cultivares de feijoeiro (CNF0010, Rosinha G-2 e Corneli 49-242) e 2 técnicas de inoculação (agulhas múltiplas e incisão com tesoura). Os resultados mostraram que a detecção de Xcph, incluindo a extração através da imersão em água destilada esterilizada de sementes inteiras a 5oC por 18-24 horas e a identificação do patógeno através da inoculação de folhas primárias (cv. CNF0010), por incisão com tesoura, foi o método mais adequado para detectar e quantificar o inóculo em sementes de feijão. Esse método apresentou-se de alta especificidade, baixo custo e fácil execução, com sensibilidade de 0,1%, permitindo analisar cerca de 10 amostras/técnico/dia, num prazo relativamente curto (8-10 dias), sugerindo sua aplicação prática em laboratório de análises de rotina. A maioria das sementes certificadas produzidas no Estado de São Paulo, cultivos da ?seca? e de ?inverno? (1988) e ?das águas? (1988/89), foi portadora de Xcph em índices variando de 0,1 a 1,1%, inóculo provavelmente suficiente para provocar epidemias em campo, sob condições climáticas favoráveis à doença.
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