ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE CAFÉ (Coffea canephora L. CV. GUARINI) ACONDICIONADAS EM DOIS TIPOS DE EMBALAGENS, APÓS SECAGEM NATURAL E ARTIFICIAL
DENISE M. CAMARGO ANDREOLI, DORIS GROTH E LUIZ FERNANDES RAZERA
Sementes de café (Coffea canephora L. cv. Guarini) secas a três diferentes graus de umidade, por cinco processos de secagem e acondicionadas em dois tipos de embalagens foram mensalmente avaliadas quanto à germinação, ao vigor e ao grau de umidade durante sete meses. Após a colheita, os frutos foram despolpados mecanicamente e as sementes foram então degomadas por fermentação natural, lavadas, escolhidas manualmente e secas à sombra por aproximadamente 12 horas. Em seguida, as sementes foram expurgadas por 72 horas com fosfina. A secagem foi realizada pelos processos natural, à sombra e ao sol e artificial com as temperaturas de 45, 40 e 35°C, até atingirem 35, 25 e 15% de umidade. Após a secagem, as sementes foram embaladas em sacos de aniagem e de polietileno, com 49,50 de espessura, e armazenadas em condições naturais de Campinas, SP. A qualidade das sementes foi avaliada por determinação do grau de umidade e dos testes de germinação e vigor. O grau de umidade de 35% proporcionou as maiores médias de germinação (de 83 a 90%) e de vigor (de 84 a 86%), após sete meses de armazenamento em sacos de polietileno, independente do processo de secagem. As sementes acondicionadas em sacos de aniagem tiveram germinação praticamente nula no quinto mês quando secas até 15% pelo processo de secagem natural à sombra; para os demais processos de secagem e graus de umidade estudados isto ocorreu no sexto mês. o vigor apresentou valores razoáveis até o quarto mês, para as sementes com 35% de umidade e terceiro mês para 25 e 15% de umidade.
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