TRATAMENTO DE SEMENTES DE MILHO (Zea mays L.) COM FUNGICIDAS
AUGUSTO CÉSAR PEREIRA GOULART
Avaliou-se a eficiência de alguns fungicidas, em tratamento de sementes, no controle de Fusarium moniliforme, Helminthosporiurn rnaydis, Aspergillus sp., Penicillium sp. e Colletotrichum graminicola em sementes de milho. O efeito dos fungicidas no controle desses patógenos foi avaliado em laboratório, utilizando-se o ?blotter test?. Para avaliação da emergência de plântulas, utilizou-se o ?growing on test?, realizado em casa de vegetação. Para o primeiro ensaio, as sementes utilizadas foram do híbrido BR 201, com incidência natural de 55,0% com F. rnoniliforme, 6,5% com H. maydis, 91,5% com Aspergilluos sp. e 53,5% com Penicillium sp. No segundo ensaio, as sementes utilizadas foram da cv. CX-133, que apresentou, após a inoculação, incidência de 44,0 % com C. grarninicola. Todos os tratamentos reduziram a incidência dos patógenos nas sementes de milho. O tratamento mais eficiente no controle de F. moniliforme foi o thiabendazole. Para o controle de H. maydis, tolylfluanid M (100g i.a./100kg de sementes), iprodione + thiram e carboxin + thiram foram os melhores tratamentos. Aspergillus sp. e Penicillium sp. foram melhor controlados quando as sementes foram tratadas com tolylfluanid M em ambas as doses, thiabendazole e captan. O melhor tratamento no controle de C. graminicola foi o captan, na dose de 240g i.a./100kg de sementes. Foi observado efeito dos fungicidas na emergência das plântulas. Os tratamentos que continham o fungicida pencycuron mostraram-se fitotóxicos ao milho, retardando a emergência e proporcionando o aparecimento de plântulas com folhas retorcidas, espessas e alargadas.
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