FLUTUAÇÕES DE UMIDADE E QUALIDADE EM SEMENTE DE SOJA APÓS A MATURAÇÃO FISIOLÓGICA. I. AVALIAÇÃO DO TEOR DE ÁGUA
DIRK CLAUDIO AHRENS E SILMAR TEICHERT PESKE
Identificaram-se oscilações diárias no grau de umidade da semente de soja [Glycine maix (L.) Merrill] na planta, em função da umidade ambiente, no município de Capão do Leão, RS, no ano de 1992. Por vinte e um dias, às 8:00 e 17:00 horas, foram colhidas amostras de sementes de soja poucos dias após atingirem a maturidade fisiológica. Imediatamente após cada coleta, as vagens foram trilhadas manualmente e suas sementes colocadas em estufa para determinação da umidade. O grau de umidade das sementes colhidas no período matutino iniciou com 30% e decresceu ao mínimo de 16,6% no décimo dia. Na parte vespertina, a umidade começou com 26,4% e chegou a 13,6% no décimo dia. A partir daí subiu até o 15° dia para 23,2% de manhã e 20,1% de tarde, em função da umidade ambiente, caindo em seguida. O orvalho foi importante na hidratação das sementes, estando essas, todas as manhãs, mais úmidas que à tarde. Sua umidade variou entre os dias, com ganho de até 6,5%, e dentro dos dias com perda máxima de 5,6%. No período de estudo, na região de Pelotas, RS, no campo, as sementes de soja não atingiram o teor de água de 13% e prevendo-se um armazenamento seguro deve ser previsto a sua secagem.
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