FLUTUAÇÕES DE UMIDADE E QUALIDADE DE SEMENTE DE SOJA APÓS A MATURAÇÃO FISIOLÓGICA. II. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE FISIOLÓGICA
DIRK CLAUDIO AHRENS E SILMAR TEICHERT PESKE
Com a finalidade de avaliar o declínio da qualidade fisiológica da semente de soja [Glycine maix (L) Merrill], a partir do final do estádio de maturação R7 (30% de umidade) por 21 dias, foi conduzido um experimento no município do Capão do Leão, RS, no ano agrícola 1991/92. As sementes coletadas diariamente nesse período foram armazenadas por quatro meses e avaliadas pelo teste de germinação, tetrazólio e envelhecimento precoce. Nas três semanas de acompanhamento, a germinação caiu de 91% para 71%, sendo o vigor - tetrazólio partiu de 88% para 67% e o envelhecimento precoce de 88% para 57%. Entretanto, a germinação só começou a declinar a partir do 12o dia, dois dias após atingirem o mínimo de 13,6% de umidade. Conclui-se que: a) o vigor das sementes declina linearmente à medida que a colheita é retardada em mais de 1% ao dia; b) em regiões de ocorrência forte de orvalho, mesmo com temperaturas amenas, a deterioração pode ser detectada a partir do final do estádio R7.
Patrocinadores