FONTES DE DETERIORAÇÃO NA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA E RESPECTIVAS ANORMALIDADES NAS PLÂNTULAS

CIBELE CHALITA MARTINS E NELSON MOREIRA DE CARVALHO

 

Sementes de soja da cultivar IAC 11, obtidas na área experimental do Departamento de Fitotecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias - UNESP, Campus de Jaboticabal, foram submetidas à colheita manual, danificação mecânica (colheita mecanizada), retardamento da colheita em 1, 2, 3 e 4 semanas após o ponto de colheita mecanizada, secagem a 40°C, 45°C e 50°C por 4 horas e armazenamento sob condições ambientais não controladas por 3, 6 e 9 meses. A avaliação dos efeitos dos tratamentos foi feita através do teste padrão de germinação e a contagem deu-se após 5 dias da instalação. O substrato, papel toalha, foi umedecido com uma quantidade de água igual a duas vezes o seu peso seco e cada tratamento constou de 8 repetições de 50 sementes, tratadas ou não com o fungicida Thiram. De acordo com os resultados obtidos verificou-se que causas específicas de deterioração de sementes levam ao desenvolvimento de sintomas (sinais ou anormalidades) específicos na plântula e que, na maioria das vezes, uma fonte de deterioração é caracterizada por mais de um tipo de sintoma. Puderam ser consideradas como típicas de dano mecânico plântulas com cotilédone trincado ou quebrado. O dano térmico causado por secagem levou a uma grande ocorrência de plântulas que apresentaram como sinal raiz primária de cor marrom na ponta. As condições ambientais de armazenamento causaram uma alta porcentagem de plântulas com o sinal misto de hipocótilo com lesões granulares e cotílédone com menos da metade coberta por manchas ou áreas escurecidas.



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