EFEITO DO TAMANHO E ORIGEM DAS SEMENTES DE AMENDOIM, CULTIVAR TATU, NA PRODUTIVIDADE E CARACTERÍSTICAS DAS SEMENTES PRODUZIDAS
IGNÁCI JOSÉ DE GODOY,, LUIZ FERNANDES RAZERA,, MARCELO TICELLI, ANTONIO LUCIO MELO MARTINS E JOSÉ CARLOS VILA NOVA ALVES PEREIRA
Avaliaram-se, em ensaios de campo, a produtividade e características de vagens e sementes de amendoim da cultivar Tatu utilizando-se, na semeadura, sementes básicas produzidas no Instituto Agronômico, de tamanhos correspondentes às peneiras 18, 20, 22 e 24, e sementes de peneira 20, de duas empresas produtoras de sementes fiscalizadas. Os ensaios foram conduzidos no ano agrícola de 1994/95 nas localidades de Pindorama e Ribeirão Preto-SP, com delineamento em blocos ao acaso, com seis tratamentos e quatro repetições. Os resultados mostraram que a produtividade de vagens e sementes e o rendimento em sementes em relação à produção de vagens foram pouco ou nada influenciados pelos tratamentos. Nas avaliações de tamanho de vagens, o tratamento Fl-20/2, de sementes fiscalizadas, produziu vagens de menor largura do que as dos demais tratamentos. Efeitos significativos dos diversos tamanhos e origens das sementes foram observados nas distribuições das sementes por peneiras. As maiores diferenças foram observadas nas distribuições obtidas do material de origem fiscalizada em relação às sementes básicas. As sementes da classe fiscalizada, especialmente o tratamento FI-20/2, produziram proporções significativamente maiores de sementes de menor tamanho (peneiras < 18 e 18), sugerindo a hipótese de que, admitindo-se uma certa variabilidade genética na cultivar, o uso freqüente de sementes pequenas para semeadura (prática observada entre os produtores), pode alterar a freqüência do tamanho de sementes, sem que necessariamente o desempenho produtivo da cultivar seja afetado.
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