A UTILIZAÇÃO DO ESTRESSE OSMÓTICO NA AVALIAÇÃO DO VIGOR DE SEMENTES DE SOJA (Glycine max (L.) Merrill)
VERA LÚCIA MACHADO DOS SANTOS, ROBERTO FERREIRA DA SILVA, TUNEO SEDIYAMA E ANTÔNIO AMÈRICO CARDOSO
Foram conduzidos dois ensaios para avaliar o efeito da utilização de soluções, com diferentes potenciais osmóticos, em substratos no laboratório, para simular condições de estresse hídrico, na germinação e vigor de cinco genótipos de soja colhidos em duas épocas. No primeiro ensaio, os tratamentos foram constituídos pela combinação de seis potenciais osmóticos (0, -3, -6, -9, -12 e -15atm), utilizando o manitol como soluto e sementes de cinco genótipos de soja (IAC 11, IAC 8, UFV 15, FT 11 e Garimpo), colhidas por ocasião da maturidade fisiológica e, no segundo, utilizaram-se sementes colhidas trinta dias após o ?ponto? de colheita e os demais fatores foram semelhantes ao primeiro. O delineamento utilizado foi o de blocos casualizados, com quatro repetições e os tratamentos distribuídos no esquema fatorial (5 x 6), sendo o primeiro fator os genótipos e o segundo os potenciais osmóticos. Na avaliação do estresse osmótico, foram registrados: plântulas normais e peso da matéria seca por plântula. Concluiu-se que: 1) a utilização do estresse osmótico, na avaliação do vigor de sementes de soja, não se mostrou promissora, uma vez que verificou discriminação entre os genótipos quanto à qualidade fisiológica das sementes, somente quando se retardou a colheita; 2) o fato de alguns genótipos apresentarem maior germinação das sementes, com o aumento do potencial osmótico, quando a colheita foi retardada, limita a utilização do estresse osmótico como um teste de vigor para sementes de soja.
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