EFEITO DA COLHEITA MECÂNICA SOBRE A QUALIDADE DA SEMENTE DE SOJA
NILTON PEREIRA DA COSTA, MARIA CRISTINA NEVES DE OLIVEIRA, ADEMIR ASSIS HENNING, FRANCISCO CARLOS KRZYZANOWSKI, CÉSAR DE M. MESQUITA E LUIS CÉSAR VIEIRA TAVARES
Esta pesquisa objetivou avaliar dois procedimentos de colheita (manual e mecânica) de soja (Glycine max (L.) Merrili) em relação à qualidade da semente. Para a colheita mecânica, duas séries de regulagens foram estabelecidas, série 1: colhedora deslocando-se a 4,5km/hora com velocidade periférica do molinete girando em velocidade 20% superior à da colhedora, cilindro batedor com 550 rotaçães por minuto (rpm) e côncavo com abertura de 20mm na entrada e 10mm na saída; série 2: colhedora deslocando-se a 8km/hora, com velocidade periférica do molinete 40% superior à da colhedora, cilindro de trilha a 800rpm e côncavo com abertura de 8mm na entrada e 4mm na saída. Foram utilizadas as cultivares de soja EMBRAPA 4 e BR 37. Para a avaliação da qualidade das sementes os seguintes testes foram executados: sementes quebradas (kg/ha), ruptura de tegumento (teste de hipoclorito), vigor [(tetrazólio (TZ 1-3) e envelhecimento acelerado (EA)], viabilidade (TZ 1-5), germinação e sanidade. Os resultados mostraram que ambas as séries de regulagens produziram redução do vigor e da elevação dos danos mecânicos e maior porcentual de sementes quebradas quando comparada com a testemunha (colheita manual). Todavia, a série 1 de regulagens resultou estatisticamente em níveis superiores de vigor e menores danos mecânicos e percentuais de sementes quebradas em comparação à série 2 de regulagens para ambas as cultivares. Observou-se ainda que a cultivar EMBRÁPA 4 com 10,8% de grau de umidade apresentou maiores índices de quebras e danos mecânicos, confirmando que existe uma faixa de umidade ideal para colheita mecânica da soja a qual pode minimizar os problemas de danos mecânicos e conseqüentemente à obtenção de sementes de melhor qualidade.
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