GERMINAÇÃO E VIABILIDADE DE SEMENTES DE Brachiaria brizantha (Hochst. Ex A. Rich.) Stapf DURANTE O AMAZENAMENTO
LEILA MARTINS E ANTONIO AUGUSTO DO LAGO
Nas duas últimas décadas, tem havido um considerável aumento da área de pastagens formadas com as gramíneas do gênero Brachiaria, seguido de um aumento proporcional na produção e utilização de suas sementes. Isso acarretou a necessidade de investigações sobre uma adequada avaliação de seu poder germinativo e armazenabilidade. Com esse objetivo, dez lotes de sementes de Brachiaria brizantha da cultivar Marandu, da safra 92/93, tiveram sua qualidade fisiológica avaliada no início e a cada dois meses até doze meses, e aos 18 meses de armazenamento em condições comuns de ambiente de armazém, na região de Campinas-SP. Foram realizadas as seguintes determinações: germinação (apenas KNO3 0,2% no substrato), germinação após pré-aquecimento a 40°C por sete dias, e viabilidade pelo tetrazólio. Os primeiros dois tipos de avaliações foram feitos com e sem escarificação com ácido sulfúrico concentrado por quinze minutos, e as contagens foram feitas aos 7, 14 e 21 dias após semeadura. Os resultados mostraram que o pré-aquecimento causou um aumento na germinação nos primeiros meses de armazenamento quando a dormência foi mais intensa. A escarificação com ácido sulfúrico teve efeito muito positivo na superação da dormência das sementes, durante todo o período de armazenamento. A viabilidade pelo tetrazólio foi o método mais eficiente para monitorar o potencial de germinação e a deterioração das sementes durante o armazenamento. Em todos os períodos de armazenamento não ocorreram diferenças substanciais entre a viabilidade pelo tetrazólio e a germinação após pré-aquecimento seguido de escarificação ácida.
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