SECAGENS AO SOL E ARTIFICIAL DE SEMENTES DE FEIJÃO: CURVAS DE SECAGEM E EFEITOS SOBRE A QUALIDADE FISIOLÓGICA

DIRK CLAUDIO AHRENS E MARCO ANTONIO LOLLATO

 

A secagem de sementes de feijão tem sido pouco estudada, apesar de representar uma das etapas críticas na produção de sementes. Dessa forma, o trabalho foi conduzido para avaliar e comparar a qualidade física-fisiológica de sementes de Phaseolus vulgaris L., secadas artificial e naturalmente. Em ambos os métodos, foram empregadas sementes da cultivar IAPAR 14 da safra das águas 93/94, na Unidade de Beneficiamento de Sementes do Instituto Agronômico do Paraná em Ponta Grossa - PR. Em secador intermitente, com fluxo de ar cruzado, a temperatura do ar da câmara superior de secagem foi regulada em 60°C e da inferior em 50°C, de modo que a temperatura da massa de sementes não superasse 36°C. A secagem ao sol ocorreu esparramando-se as sementes em um terreiro de cimento. Assim, foi possível concluir que: é possível secar até 13% sementes de feijão com teores de água superiores a 25% em secador intermitente com fluxo contínuo da massa ou ao sol; a secagem artificial foi mais rápida que a natural, considerando o tempo total de secagem; a taxa de sementes trincadas aumentou durante a secagem artificial; semente de feijão secas ao sol podem ser empregadas para semeadura após nove meses de armazenamento.



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