EFICIÊNCIA DE SECADORES ESTACIONÁRIO DE FLUXO RADIAL E INTERMITENTE RÁPIDO: EFEITOS NA QUALIDADE DE SEMENTES DE FEIJÃO

DIRK CLAUDIO AHRENS E MARCO ANTÔNIO LOLLATO

 

Os produtores de sementes de feijão têm encontrado sérias dificuldades operacionais na secagem e, paralelamente, um reduzido número de estudos tem sido realizado sobre o assunto. Com o objetivo de testar dois tipos de secadores, foi realizado trabalho no Instituto Agronômico do Paraná - IAPAR, na Unidade de Beneficiamento de Sementes de Ponta Grossa, PR. Para tanto, foram utilizadas sementes de feijão da cultivar IAPAR 14, com grau de umidade de 25-30%, submetidas a secador intermitente rápido com fluxo de ar (50-55°C) cruzado e a secador estacionário, com distribuição radial de ar (35°C). As sementes foram avaliadas em relação a atributos físicos (umidade, pureza e danos) e fisiológicos (testes de germinação, emergência em campo, envelhecimento acelerado e tetrazólio) aos três e nove meses de armazenamento. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, sendo os efeitos da secagem à sombra (referência) e dos secadores avaliados por análise de regressão. As conclusões foram as seguintes: a) é possível secar, até 13%, sementes de feijão, com teor de água inicial de 25%, em secador intermitente rápido; b) o secador estacionário com distribuição radial de ar não é eficiente na secagem de sementes de feijão com altos teores de água; c) a velocidade de secagem do secador estacionário é inferior à do intermitente rápido; d) apesar da redução da qualidade fisiológica das sementes de feijão, causada pelo secador intermitente rápido, após nove meses de armazenamento, ainda é possível utilizá-las para semeadura.



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