EMBEBIÇÃO E GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE CAPIM-MARMELADA (Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc.

ELEMAR VOLL, DIONÍSIO L.P. GAZZIERO, ELIETE QUINA E FRANCISCO C. KRZYZANOWSKI

 

Um experimento foi conduzido em laboratório com o objetivo de determinar as relações entre níveis de absorção de água e a germinação de sementes capim-marmelada (Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc.), uma espécie de planta daninha de lavouras. Foram usados dois lotes de sementes, dos anos de 1992 e 1993, colocadas a embeber por períodos de 6, 12, 18, 24 e 48 horas, sob temperatura de 20ºC. Após, foi determinada a condutividade elétrica das sementes. Os tratamentos foram conduzidos em germinador, com ciclos de 14/10 horas de temperaturas à 30/20ºC, 90% UR e luz fluorescente difusa. Foi usado um delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições de 100 sementes/gerbox. Verifica-se que sementes de capim-marmelada, com maior dormência (de coleta mais recente), apresentam maior porcentagem de absorção de água, maior lixiviação de eletrólitos e menor porcentagem de germinação. A germinação das sementes não está diretamente associada à capacidade de absorção de água, mas ao seu estado de dormência ou período de armazenamento. O estado de dormência de capim-marmelada não é causado por impermeabilidade do tegumento à água, uma vez que as sementes dormentes apresentam absorção de água ligeiramente superior às sementes não dormentes. O período de embebição das sementes, necessário à uma maior germinação, é menor após a superação da dormência.



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