INFLUÊNCIA DO PROCESSO DE HIDRATAÇÃO-DESIDRATAÇÃO NA QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE SOJA DURANTE O ARMAZENAMENTO
ALESSANDRO DE LUCCA E BRACCINI, MÚCIO SILVA REIS, CARLOS SIGUEYUKI SEDIYAMA, VALTERLEY SOARES ROCHA E TUNEO SEDIYAMA
Foi avaliada a influência do processo de hidratação-desidratação na qualidade fisiológica de sementes de soja das variedades UFV 10 (Uberaba), IAC 8 e Doko RC submetidas a diferentes períodos de armazenamento. Inicialmente, as sementes foram pré-condicionadas em solução de polietileno glicol (PEG 6000), com potencial osmótico de -0,8MPa, a uma temperatura de 20oC, por quatro dias. Em seguida, as ementes foram desidratadas, até atingir o conteúdo de umidade inicial (10 a 11%), sendo armazenadas, em condições ambientais, por períodos de três e seis meses. Como controles foram utilizadas sementes não tratadas (secas) e sementes embebidas em água desmineralizada, por período de tempo suficiente para atingir o mesmo conteúdo de umidade das sementes submetidas ao condicionamento osmótico e, posteriormnte, desidratadas. Após cada período de armazenamento, as sementes foram avaliadas pelo teste padrão de germinação (primeira contagem e contagem final), comprimento de plântula e peso de matéria seca das plântulas, índice de velocidade de emergência e emergência final em substrato de areia. O processo de hidratação-desidratação foi efetivo em melhorar a qualidade fisiológica das sementes de soja, tendo sido eficiente em manter esses benefícios após a secagem e durante o período de armazenamento. A embebição prévia das sementes em água, seguida de secagem, foi prejudicial à sua qualidade. O tratamento de hidratação desidratação aumentou a porcentagem de emergência, favorecendo estabelecimento mais rápido e uniforme das plântulas, mesmo após um período relativamente prolongado de armazenamento das sementes.
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