GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE AMENDOIM-DO-CAMPO (Pterogyne nitensTul. - FABACEAE-CAESALPINOIDEAE) SUBMETIDAS A DIFERENTES CONDIÇÕESDE ESTRESSE HÍDRICO E SALINO
SORAIA MARCO LONGO NASSIF E SÔNIA CRISTINA JULIANO GUALTIERI DE ANDRADE PEREZ
O trabalho teve como objetivo determinar os limites máximos de tolerância aos estresses hídrico e
salino na germinação de sementes de amendoim-do-campo. Os experimentos foram realizados com quatro repetições
de 50 sementes escarificadas com H2SO4 por cinco minutos e os dados obtidos submetidos à análise de
variância e teste de Tukey. Para avaliação do estresse hídrico foram utilizadas soluções de manitol e de PEG 6000
estando o limite máximo de tolerância à seca situado entre -2,4 e -2,6MPa (para o manitol) e -1,0 e -1,2MPa
(para o PEG 6000). As sementes submetidas às soluções de manitol e PEG 6000 apresentaram redução significativa
da velocidade de germinação à -0,4MPa e da capacidade germinativa à -0,6 e -0,4MPa, respectivamente.
O estresse salino foi simulado com soluções de CaCl2, KCl, e NaCl. Para as soluções de CaCl2 e KCl o limite
máximo de tolerância está entre -1,6 e -1,8MPa e para as soluções de NaCl entre -2,0 e -2,2MPa. As sementes
de amendoim-do-campo apresentaram germinação em baixos potenciais osmóticos para o manitol e PEG 6000 e
mostraram-se também bastante tolerantes aos sais testados.
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