LIMITES DE TEMPEARURA E ESTRESSE TÉRMICO NA GERMINAÇÃODE SEMENTES DE Peltophorum dubium (Spreng) Taubert

SONIA CRISTINA J.G. DE A. PEREZ, SILMARA C. FANTI E CARLOS A. CASALI

 

Peltophorum dubium é uma espécie arbórea nativa de florestas semidecíduas do Brasil. É
uma árvore perene, com cerca de 15-25m de altura, incluída entre as espécies consideradas em extinção.
Sua madeira apresenta múltiplos usos, podendo ser usada em programas de reflorestamento e como
árvore ornamental. Devido à importância dos estudos com espécies floretais, o objetivo deste trabalho
foi determinar os limites de temperatura e o impacto do estresse térmico no processo germinativo e
superação da dormência. Para cada tratamento foram utilizadas quatro repetições de 50 sementes,
colocadas para germinar em placas de Petri esterilizadas, forradas internamente com duas folhas de
papel de filtro autoclavado, umedecidas com solução de Captan (0,2%). A temperatura mínima para
germinação situa-se entre 9-12°C, a máxima entre 36-39°C e a ótima entre 27-30°C. A 9°C não ocorreu
germinação apesar da adição de GA3 20 ou 40ppm. Apesar do limite mínimo não ter sido extendido com
adição de GA3, a porcentagem e a velocidade de germinação foram significativamente aumentadas na
temperatura de 12°C. A velocidade de germinação é dependente da temperatura, com gráfico de Arrhenius
não linear. A variação líquida da entalpia de ativação (∆Hn#) do processo germinativo apresentou
valores absolutos de 12kcal/mol na faixa ótima (27-30°C). Nas temperaturas inferiores a 18°C e superiores
a 33°C, os valores absolutos de (∆Hn#) estavam acima de 30kcal/mol. A análise das frequências relativas
indicaram que a comunicação térmica entre ambiente e embrião ocorrem através de um sinal de
temperatura superimposto às colisões moleculares ao acaso. P. dubium pode ser considerada uma
espécie termo-resistente, suportando exposições às temperaturas de 45°C ou 90°C durante 24, 48 e 72
horas, quando intactas e não embebidas. A aplicação de estresse térmico (45°C durante 24 ou 48 horas)
pode ser usado para superar a dormência mecânica. Estresse térmico (90°C durante 72 horas) foi letal às
sementes intactas, não embebidas, enquanto que sementes intactas e embebidas foram mortas após a
exposição a 90°C durante 24, 48 e 72 horas.



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