EFEITOS DO ESTRESSE HÍDRICO, SALINO E TÉRMICO NO PROCESSOGERMINATIVO DE SEMENTES DE Adenanthera pavonina L.
SILMARA CRISTINA FANTI E SONIA CRISTINA JULIANO GUALTIERI DE ANDRADE PEREZ
Adenanthera pavonina L. é uma leguminosa de porte arbóreo, originária da Ásia tropical,
sendo bastante utilizada para reflorestamentos, como planta ornamental e como fornecedora de madeira
de boa qualidade. Além disto, pode ser útil em tratamentos de infecções pulmonares e oftalmia crônica.
Com o objetivo de ampliar o conhecimento a respeito da biologia desta espécie, foi avaliado o efeito de
diversos fatores sobre a germinação das sementes. Para os experimentos de germinação, as sementes
foram inicialmente escarificadas com ácido sulfúrico por 20 minutos, sendo utilizado para cada tratamento
quatro repetições de 50 sementes/placa de Petri, forrada com papel de filtro umedecido com
solução-teste e incubadas a 30°C. A leitura foi realizada diariamente, considerando-se como sementes
germinadas as que apresentavam comprimento radicular 2mm e curvatura geotrópica positiva. As
sementes de Adenanthera pavonina não apresentaram um limite elevado de tolerância ao estresse
hídrico simulado com PEG 6000, estando o limite máximo entre -0,4 e -0,5MPa. Com relação ao efeito da
salinidade na germinação, o aumento do potencial osmótico das soluções de NaCl e CaCl2 levou a um
decréscimo da porcentagem e velocidade de germinação e aumento da entropia informacional, com uma
faixa de tolerância entre -1,2 e -1,4MPa, devendo estar incluída entre as glicófilas moderadamente
tolerantes ao sal. As sementes escarificadas e não embebidas, quando expostas ao estresse térmico de
diferentes intensidades, tiveram sua porcentagem e velocidade de germinação reduzidas. Quando as
sementes foram escarificadas e embebidas se tornaram ainda mais sensíveis, não suportando períodos
superiores a 24 horas sob 50°C.
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