GERMINAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE DIÁSPOROSDE CEREJEIRA (Eugenia involucrata DC. - MYRTACEAE) EM FUNÇÃO DO TEOR DE ÁGUA
CLAUDIO JOSÉ BARBEDO, SUELI KOHAMA, ANGELA MARIA MALUF E DENISE AUGUSTA CAMARGO BILIA
Objetivou-se verificar os efeitos da secagem sobre a germinação e o armazenamento de
sementes de cerejeira. Os frutos (drupas) utilizados neste trabalho, coletados em Moji-Guaçu, SP, foram
lavados em água corrente para a remoção de epi e mesocarpo. Os diásporos obtidos (semente +
endocarpo) foram secos à sombra por seis períodos distintos (zero, 48, 192, 264, 456 e 960 horas). Os
diásporos oriundos de cada secagem foram armazenados em câmara fria (8°C) por até 120 dias, avaliando-
se a qualidade fisiológica (teor de água, porcentagens de germinação e de sementes mortas e vigor)
após cada período de secagem e a cada 30 dias. Os testes de germinação foram conduzidos em rolo de
papel, a 30°C, com avaliações aos 28 e aos 63 dias. O teor inicial de água dos diásporos foi de 63,4%,
reduzindo progressivamente até 24,6% durante as 960 horas de secagem. Como conseqüência imediata
da secagem, verificou-se decréscimo do poder germinativo das sementes (inicialmente 90%) para 88, 68,
37 e 0%, respectivamente para os teores de água de 51,4; 46,5; 41,7; 32,5 e 24,6%. Com o armazenamento,
somente as sementes não desidratadas mantiveram seu poder germinativo, concluindo-se que sementes
de E. involucrata apresentam sensibilidade à desidratação.
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