INFLUÊNCIA DATEMPERATURA SOBRE ARESISTÊNCIADAS SEMENTES DE CANAFÍSTULA(Peltophorum dubium (Spreng) Taubert)AO ESTRESSE HÍDRICO SIMULADO

SONIA CRISTINA J.G. DE A. PEREZ, SILMARA CRISTINA FANTI E CARLOS A. CASALI

 

Para avaliação da influência da temperatura na resistência ao estresse hídrico em sementes de Peltophorum dubium (Spreng) Taubert foram utilizadas quatro repetições simultâneas de 50 semen-tes em cada tratamento. Após a escarificação prévia com ácido sulfúrico durante 20 minutos, as sementes foram lavadas e distribuídas em placas de Petri forradas internamente com papel de filtro umedecido com soluções de PEG 6000 ou manitol, com diferentes valores de potencial osmótico. Quando as sementes foram incubadas a 27°C (temperatura ótima) verificou-se uma redução significativa da velocidade de germinação à -0,2MPa, com o uso de ambos agentes osmóticos. Reduções significativas da porcentagem foram registradas à -0,2MPa com soluções de PEG 6000 e a -0,6MPa com o uso do manitol. Sob tempera-tura sub-ótima (24°C) reduções significativas foram primeiramente observadas no parâmetro velocidade (-0,2MPa), para soluções de ambos agentes osmóticos. Porém, a porcentagem de germinação só foi reduzida significativamente nos potenciais de -0,6MPa e -0,8MPa para as soluções de PEG e manitol, respectivamente. Sob temperatura supra - ótima (30°C), independente do uso de PEG ou manitol, os valores de germinabilidade e velocidade diminuiram significativamente a partir do potencial osmótico de -0,2MPa. As sementes de P. dubium são resistentes ao estresse hídrico simulado, com limite de tolerância de -1,2MPa e -1,4MPa sob 24°C e 27°C respectivamente, tanto com o uso de PEG como de manitol. Para as sementes mantidas a 30°C, o limite máximo de tolerância foi de -1,0MPa quando se utilizou solução de PEG e -1,2MPa com o uso de manitol. Acima do limite máximo de tolerância (-1,6MPa a -2,0MPa), as sementes apresentaram resposta de recuperação após 21 dias de permanência nas soluções de PEG ou manitol.



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