TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO DE SEMENTES DE ESPINHEIRA-SANTA (Maytenus ilicifolia Mart.ex Reiss. - CELASTRACEAE)

RAQUEL R. B. NEGRELLE, MARIA ELISABETE DONI, OSVALDO CASTRO OHLSON E SONIA HERR

 

Visando subsidiar o cultivo, comercialização e certificação oficial de sementes de espinheira-santa (Maytenus ilicifolia Mart.ex Reiss.) buscou-se: definir um método mais adequado para colheita e o beneficiamento da semente; definir a semente pura e os materiais inertes que a acompanham, para orientar o teste de pureza, e caracterizar as plântulas normais para embasar o teste de germinação. Os frutos provieram de plantas da Região de Mandirituba, Paraná. Foram acompanhadas as fases de florescimento e frutificação de indivíduos cultivados a pleno sol, durante dois anos. A colheita dos frutos, antes da abertura do pericarpo, foi feita através de derriça manual, que se mostrou como o método mais adequado para a colheita eficiente de sementes A colocação dos frutos sobre papel jornal, em camada única, à temperatura ambiente e à sombra, durante duas semanas, consistiu num método adequado para proporcionar a abertura do pericarpo, exposição das sementes e secagem do arilo. O peso médio obtido para 100 sementes foi 2,69g (sd = 0,05986; moda = 2,7g; valor máx. = 2,77g e valor mín. = 2,60g). Propõe-se 180g como peso da amostra média e 90g como peso da amostra de trabalho para análise de pureza. A coloração castanha pode ser considerada um indicativo seguro da maior maturidade da semente, apresentando maior porcentagem de germinação (98%) do que as sementes esverdeadas ou imaturas (28%). A proporcionalidade de sementes de menor maturidade no lote a ser analisado, terá uma relação direta com a avaliação da germinação e, portanto, deve ser explicitada no resultado da análise.



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