TEORES DE ÁGUA CRÍTICO E LETAL PARA SEMENTES DE AÇAÍ (Euterpe oleracea Mart. - PALMAE)
CIBELE CHALITA MARTINS, JOÃO NAKAGAWA, MARILENE LEÃO ALVES BOVI E HELENO STANGUERLIM
O estudo teve como objetivo determinar os teores de água crítico e letal para sementes de açaí. Para tanto, foram colhidos frutos maduros de três ecótipos da espécie, pertencentes ao banco de germoplasma de palmeiras do Instituto Agronômico de Campinas (Ubatuba, Estado de São Paulo) e transportados em embalagem impermeável até a Faculdade de Ciências Agronômicas/UNESP, município de Botucatu, Estado de São Paulo, onde foram despolpados. As sementes foram submetidas à secagem em câmara seca, atingindo teores de água decrescentes a partir das testemunhas não desidratadas (40,4 a 41.0% de teor de água. Avaliaram-se os efeitos da desidratação por meio do teste de germinação; porcentagem e velocidade de protrusão do embrião, emissão do botão germinativo e da plúmula; comprimento de plântulas; determinação do teor de água e condutividade elétrica após embebição por um dia. Encontrou-se, para a espécie estudada, um teor de água crítico na faixa de 34,2 a 36,4%, enquanto o teor letal esteve compreendido entre 17,4 e 18,9%. Embora esses teores tenham sido similares para os três ecótipos em estudo, houve diferenças em relação à germinação e vigor, indicando que esses últimos estão sob controle genético. O teor de água das sementes esteve sempre positivo e altamente correlacionado com características que avaliam germinação e vigor. A condutividade elétrica da água de embebição foi eficiente para detectar baixa viabilidade de sementes, mostrando correlações negativas quando pareada com germinação e teor de água. No entanto, recomenda-se cautela no seu uso, visto que as faixas críticas, acima das quais a germinação é seriamente prejudicada, variaram com os ecótipos em estudo.
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