EFEITO DE SAIS E DA TEMPERATURA NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE OLHO-DE-DRAGÃO (Anadenanthera pavonina L. - FABACEAE)

SAMARA CAMARGO LOPES FONSECA E SONIA CRISTINA JULIANO GUALTIERI DE ANDRADE PEREZ

 

Este trabalho observou os efeitos dos sais na germinação em temperaturas sub-ótima, ótima e supra-ótima. Sementes de Anadenanthera pavonina L. foram coletadas em Inubia Paulista, SP, sendo posteriormente escarificadas com ácido sulfúrico comercial e colocadas em placas de Petri. As sementes foram tratadas com soluções salinas de KCl, NaCl e CaCl2 nos potenciais osmóticos de 0,0; -0,2; -0,4; -0,6; -0,8; -1,0; -1,2; -1,4 e -1,5MPa, em quatro repetições simultâneas de 50 sementes por tratamento e, por fim, incubadas a 25, 30 e 35°C. As contagens do número de sementes germinadas por dia foram realizadas a cada 24 horas e os valores de porcentagem e velocidade da germinação calculados. No delineamento estatístico usou-se análise de variância simples (Anova) e de dupla entrada e teste de Tukey com α = 0,05 de significância. Ocorreu diminuição na porcentagem de germinação das sementes à medida que se aumentou as concentrações salinas nas três temperaturas testadas. Sementes incubadas a 25 e 30°C apresentaram limites máximos de tolerância entre os potenciais de -1,2 e -1,3MPa para os sais KCl e CaCl2 e entre -1,4 e -1,5MPa para o sal NaCl. Sob temperatura supra-ótima de 35°C ocorreu diminuição do limite máximo de tolerância das sementes para os três sais. Observou-se que o cloreto de potássio foi mais tóxico às sementes do que o cloreto de sódio que, por sua vez, apresentou maior toxidez do que o cloreto de cálcio.



Patrocinadores