QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE CANOLA (Brassica napus L.) var. oleifera Metzg. EM FUNÇÃO DA COLORAÇÃO DO TEGUMENTO, DURANTE O ARMAZENAMENTO
CLAUDIA ANTONIA VIEIRA ROSSETTO E JOÃO NAKAGAWA
O objetivo da pesquisa foi avaliar a qualidade fisiológica de sementes de canola, separadas pela coloração do tegumento, após 24 e 30 meses de armazenamento, em sacos de papel em condições de ambiente, sem controle de temperatura e de umidade relativa do ar. As sementes foram originárias de um experimento de campo conduzido em solo latossolo vermelhoamarelo, fase arenosa, visando avaliar o efeito da adubação potássica e da época de colheita na germinação e vigor das sementes. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso em parcelas subdivididas, com quatro repetições. As parcelas constituíram-se de dois níveis de potássio (0,0 e 40kg.ha-1 de K2O), e as subparcelas, de sete épocas de colheita realizadas em intervalos de sete dias, no período de 112 a 154 dias após a semeadura. As avaliações da germinação e do vigor foram realizadas aos 24 e 30 meses de armazenamento das sementes, que tinham sido separadas pela coloração do tegumento, em marrom e preta. Os resultados permitiram constatar que as sementes apresentavam-se, em maior proporção, com a coloração preta; proporção esta que foi aumentando com o decorrer das colheitas, tanto nos tratamentos com ou sem potássio. Aos 24 meses de armazenamento, evidenciou-se o efeito favorável da adubação potássica e da maturidade na germinação e no vigor das sementes, apesar destes já estarem baixos. Aos 30 meses de armazenamento, as sementes de coloração preta apresentaram baixíssima germinação e as de marrom não germinaram.
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