VARIAÇÕES NA METODOLOGIA DO TESTE DE FRIO PARA AVALIAÇÃO DO VIGOR EM SEMENTES DE SOJA

MARCO ANTONIO CAMILLO DE CARVALHO, EDSON LAZARINI, MARCO EUSTÁQUIO DE SÁ E ALEXANDRINO LOPES DE OLIVEIRA

 

O presente trabalho teve como objetivo, verificar o efeito de variações no tempo de exposição e na temperatura do teste frio, no desempenho de sementes de cultivares de soja, produzidas na safra 97/98 e comercializadas para a semeadura na safra 98/99. Todos os testes foram realizados no Laboratório de Análise e Tecnologia de Sementes da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira - UNESP. Utilizaram-se sementes comerciais de nove cultivares de soja (IAC-19; IAC-17; IAC-8-2; IAC-Foscarin 31; FT-108; Paiaguás; Uirapuru; Xingu e FT-Cristalina) obtidas junto a agricultores da região. Para o cultivar Uirapuru utilizaram-se sementes provenientes de dois locais de produção. Essas sementes foram submetidas ao teste de germinação e vigor (primeira contagem do teste de germinação, envelhecimento acelerado, índice de velocidade de germinação, condutividade elétrica, teste de frio em papel toalha (10oC/7dias) e teste de frio em papel toalha com algumas modificações (4oC/3 dias; 4oC/5 dias; 4oC/7 dias; 7oC/3 dias; 7oC/5 dias; 7oC/7 dias)). Os resultados permitiram concluir que existe possibilidade de realizar alterações no teste de frio para sementes de soja, através da redução da temperatura e utilização de períodos mais curtos de exposição, sendo que três a cinco dias e 7oC parece mais promissor, porém o desempenho das sementes pode variar com a cultivar utilizada. No entanto, estudos com cultivares apresentando diferenças no vigor se fazem necessário, pois este fator é um importante componente nos resultados do teste. Temperatura de 4oC provoca severas reduções no desempenho das sementes, mesmo em períodos curtos de exposição, porém há resposta diferenciada das cultivares.



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