DORMÊNCIA E LONGEVIDADE DE SEMENTES DE CHAPÉU-DE-COURO (Echinodorus grandiflorus Mich.) -ALISMATACEAE

GILBERTO A. PERIPOLLI BEVILAQUA E JORGE LUIZ NEDEL

 

O chapéu-de-couro é uma planta de grande importância na medicina popular, ocorrendo espontaneamente em áreas alagadas ou sujeitas a inundação, no entanto, com poucas informações sobre sua propagação sexuada, como: época de colheita, longevidade e dormência das sementes. Os objetivos do trabalho foram: identificar o método adequado para superação de dormência das sementes; verificar o efeito da época de colheita das sementes no poder germinativo e na longevidade das sementes; analisar o desenvolvimento inicial das mudas e o peso de mil sementes. No primeiro ano foram colhidas mudas e sementes em seu habitat natural, em três diferentes locais e datas: Santa Maria, em 11/96, Jaguarão, em 12/96 e Pelotas, em 03/97. As mudas foram transplantadas para área experimental, onde foram feitas observações fenológicas e coletadas sementes para as avaliações. As sementes colhidas foram secas em estufa à 35oC e em ar ambiente e armazenadas em câmara fria e em condições de laboratório. Foram avaliados métodos para superação da dormência e o poder germinativo das sementes armazenadas em intervalos variáveis aos 45 dias após o início do teste. No segundo ano, as sementes foram colhidas em área de cultivo, secas em estufa e armazenadas em camara seca e avaliados os seguintes parâmetros: poder germinativo, crescimento inicial de mudas e peso de mil sementes. Pode-se concluir que: o método de superação de dormência foi a embebição das sementes em areia a 38oC, por quatro dias, seguido do teste de germinação a 25oC, com presença de luz, durante quatro dias; as sementes apresentaram 25% de germinação, após 20 meses de armazenamento em câmara seca e após oito meses, em ambiente de laboratório; as mudas apresentaram um crescimento vegetativo muito reduzido e o peso de mil sementes da espécie foi de 0,21g.



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