SECAGEM ESTACIONÁRIA DE SEMENTES DE AVEIA-BRANCA (Avena sativa L.) EMPREGANDO DIFERENTES TEMPERATURAS DO AR

DIRK CLAUDIO AHRENS, FRANCISCO AMARAL VILLELA E LUIZ DONI-FILHO

 

Os objetivos deste trabalho foram estabelecer a temperatura máxima para secagem estacionária de sementes de aveia-branca e verificar a influência de temperaturas elevadas do ar na qualidade fisiológica das sementes, após a secagem (efeitos imediatos) e depois do armazenamento (efeitos latentes). O experimento foi conduzido em 1997, no Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), em Ponta Grossa, onde sementes de aveia-branca, cultivar UFRGS 14, com teor de água inicial de 21%, foram submetidas à secagem em estufa, sem ventilação forçada de ar, até 13%. Os tratamentos foram constituídos por seis temperaturas de secagem do ar: 38, 45, 50, 55, 60 e 67oC, com três repetições. Foram realizados os testes de germinação, classificação do vigor das plântulas, envelhecimento acelerado, índice de velocidade e porcentagem de emergência das plântulas em campo, após a secagem e aos seis meses de armazenamento. O teste de classificação do vigor das plântulas acusou diferenças significativas para as temperaturas de 60 e 67oC, nas duas épocas de avaliação, mas os testes de germinação, envelhecimento acelerado e emergência em campo não mostraram diferenças significativas. A análise e a interpretação dos resultados permitiram concluir que: a temperatura máxima da secagem estacionária, sem ventilação forçada de ar, de sementes de aveia-branca é de 55oC; o vigor das sementes de aveia-branca é prejudicado por temperaturas superiores a 55oC, embora a germinação não sofra prejuízos na secagem, mesmo com temperaturas de até 67oC.



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