VARIAÇÃO DO TEOR DE ÁGUA EM SEMENTES DE SOJA E DA TEMPERATURA E UMIDADE RELATIVA DO AR NO INTERIOR DAS CÂMARAS NO TESTE DE ENVELHECIMENTO ACELERADO

ANGELO SCAPPA-NETO, SONIA REGINA M. BITTENCOURT, ROBERVAL D. VIEIRA, CLOVIS A. VOLPE E NELSON M. DE CARVALHO

 

Variações na temperatura e da umidade relativa do ar no interior da câmara e no teor de água das sementes podem dificultar a interpretação dos resultados do teste de envelhecimento acelerado. Esta pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de se avaliar o efeito do teor de água inicial de sementes de soja e de duas câmaras de envelhecimento no teor de água atingido pelas sementes após o envelhecimento acelerado; na variação da temperatura e da umidade relativa do ar no interior das câmaras e das caixas plásticas (câmaras internas) e nos resultados do teste de envelhecimento acelerado. Foram utilizadas amostras de quatro lotes de sementes de soja, cuja umidade inicial foi ajustada para 8%, 10% e 12%. As sementes foram submetidas ao envelhecimento em câmara ?jaquetada? de água e em câmara de germinação tipo BOD. Monitorou-se a temperatura e a umidade relativa do ar no interior das câmaras de envelhecimento e das caixas plásticas (câmaras internas), com o auxílio de um ?datalogger?. Verificou-se pequena variação da temperatura e da umidade relativa do ar nas duas câmaras de envelhecimento acelerado, principalmente até as seis primeiras horas após o início do teste. A umidade relativa do ar dentro das câmaras internas (caixas plásticas) foi sempre superior a 90%, independente do tipo de câmara. Na câmara externa apenas a ?jaquetada? de água apresentou UR do ar superior a 90%. A germinação após o envelhecimento foi superior na câmara tipo BOD e, quando compararam-se os três teores iniciais de água, foi inferior para 12%. Concluiu-se que ambas as câmaras podem ser utilizadas para a realização do teste de envelhecimento acelerado para sementes de soja.



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