DESEMPENHO DE SEMENTES DE MILHO TRATADAS COM INSETICIDAS SISTÊMICOS

SONIA REGINA MUDROVITSCH DE BITTENCOURT, MARCO ANTONIO FERNANDES, MIRIAN CAMPOS RIBEIRO E ROBERVAL DAITON VIEIRA

 

O uso preventivo de inseticidas no tratamento de sementes constitui-se num dos conceitos modernos de controle de pragas. Deve-se, entretanto, conhecer a influência desses produtos com relação à qualidade fisiológica das sementes tratadas. Dentro deste contexto, esta pesquisa teve por objetivo avaliar o efeito dos inseticidas carbofuran (Furazin 310TS), thiodicarb (Semevin 350RA), thiodicarb + molibdênio e boro (Futur 300) e thiamethoxan (Cruiser 70WS) na germinação e vigor de sementes de milho, com diferentes períodos de armazenamento. Foram utilizadas sementes de milho, C-929 (híbrido simples) e C-747 (híbrido triplo), tratadas e armazenadas sob condições ambientais, realizando-se testes de germinação e de vigor (condutividade elétrica e de frio sem solo) no dia do tratamento e após 15 e 30 dias de armazenamento. Dentre os inseticidas testados, somente o carbofuran afetou a germinação das sementes, com efeitos mais pronunciados para o híbrido triplo. Todos os inseticidas causaram reduções significativas no vigor das sementes, com intensidade variável em função do tipo de híbrido, do produto e do período de armazenamento. A redução da qualidade fisiológica das sementes aumentou com o período de armazenamento, recomendando-se, portanto, que o tratamento seja realizado próximo ao momento da semeadura.



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