TEMPERATURA E PERÍODO DE EXPOSIÇÃO NO TESTE DE ENVELHECIMENTO ACELERADO EM SEMENTES DE MILHO

SIMONE APARECIDA FESSEL, TERESINHA DE JESUS DELÉO RODRIGUES, MARCELO FAGIOLI E ROBERVAL DAITON VIEIRA

 

Novas pesquisas procuram definir a combinação ideal de envelhecimento para várias espécies e algumas das recomendações existentes continuam sendo refinadas. Deste modo o trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da combinação de temperatura e do período de exposição das sementes de milho híbrido no teste de envelhecimento acelerado. Foram utilizadas sementes tratadas de quatro genótipos de milho híbrido. O teste de envelhecimento acelerado foi conduzido seguindo
o método do gerbox e as combinações adotadas foram: 42oC por 72 horas; 42oC por 96 horas; 45oC por 72 horas e 45oC por 96 horas, todas com umidade relativa próxima de 100%. Após o envelhecimento procedeu-se a determinação do teor de água, avaliação da germinação e da emergência de plântulas em campo. Na análise estatística utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições para cada um dos lotes de cada genótipo. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste F utilizando-se do esquema fatorial 2x2x8, sendo duas temperaturas, dois períodos de exposição das sementes e oito lotes de quatro genótipos de milho híbrido (lotes 1 e 2 do D-170, 3 e 4 do D-556 lotes, lotes 5 e 6 do D-766 e lotes 7 e 8 do D-769). As médias foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5%. Pelos resultados concluiu-se que o aumento da temperatura provocou redução na germinação e na emergência das plântulas em campo, após o envelhecimento das sementes, independente do período de exposição das sementes dos lotes ao teste. A combinação da temperatura de 45oC com o período de 72 horas de exposição das sementes no teste de envelhecimento acelerado, mostrou ser mais adequada na avaliação do vigor de sementes de milho híbrido, sem prejuízo na interpretação dos resultados.



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