EFEITOS DE MÉTODOS DE IRRIGAÇÃO NO RENDIMENTO E NA QUALIDADE DE SEMENTES DE MILHO

PEDRO ABEL VIEIRA-JUNIOR, DURVAL DOURADO-NETO, OSCAR SMIDERLE, LÚCIO ANDRÉ DE CASTRO JORGE E SILVIO MOURE CICERO

 

Na cultura do milho (Zea mays L.), a interferência do sistema de irrigação no rendimento e na qualidade da semente produzida, foram estudadas os sistemas de irrigação por sulcos de infiltração e por aspersão convencional. O experimento, instalado em 16 de maio de 1997 em área do Departamento de Agricultura da ESALQ/USP (Piracicaba, SP) empregando o híbrido duplo BR 201, foi conduzido procurando otimizar os controles de plantas daninhas e de insetos e a nutrição das plantas, porém, sem qualquer aplicação de fungicidas. Foi utilizado a evapo(trans)piração acumulada, estimada pelo método do Tanque Classe A, e intervalo de quatro dias entre irrigações para ambos os sistemas. A área e os danos foliares foram avaliados no estádio fenológico seis através de técnica de análise de imagem computadorizada (SIARCS). Por ocasião da colheita, procedeu-se às determinações do número de espigas por planta, de densidade populacional e rendimento de sementes. A qualidade fisiológica (primeira contagem da germinação, germinação, teste de frio com terra, envelhecimento acelerado, emergência em campo e condutividade elétrica) e sanitária (papel de filtro) das sementes foi avaliada imediatamente após a colheita e secagem das sementes e após 180 dias de armazenamento. O sistema de irrigação por aspersão afetou negativamente a área foliar e promoveu maior incidência de doenças foliares. A avaliação da sanidade permitiu concluir que o sistema de irrigação por aspersão favoreceu a incidência de patógenos (Penicilium sp., Fusarium sp., Cephalosporium sp. e Alternaria sp.), com redução na germinação e no vigor após o armazenamento. Dessa forma, a irrigação por sulcos é qualitativamente superior à irrigação por aspersão, na condução da produção de sementes de milho.



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