EFEITOS DO PRÉ-CONDICIONAMENTO NA VIABILIDADE E NO VIGOR DE SEMENTES DE CANAFÍSTULA (Peltophorum dubium (Spreng.) Taub.) EM CONDIÇÕES DE ESTRESSE

SONIA CRISTINA JULIANO GUALTIERI DE ANDRADE PEREZ E GISELE DE FREITAS NEGREIROS

 

Com objetivo de avaliar o efeito do pré-condicionamento na avaliação da qualidade
fisiológica das sementes em condições de estresse, foram utilizados 1,2kg de sementes selecionadas
e escarificadas de canafístula (Peltophorum dubium (Spreng.) Taubert), dividido em sublotes de
300g. O primeiro sublote não recebeu nenhum pré-tratamento; o segundo foi pré-condicionado
em água destilada; o terceiro e quarto sublotes permaneceram em soluções de KNO3 a 0,5 e 1,0M,
respectivamente. Para o pré-condicionamento as sementes permaneceram 24 horas imersas em
água destilada ou nas soluções de KNO3, continuamente aeradas a 20oC. Em seguida, foram secas
em estufa a 27oC durante 48 horas, até atingirem o grau de umidade inicial. Durante a condução
dos experimentos, os quatro sublotes de sementes ficaram armazenados em embalagens herméticas,
em geladeira. Os testes foram realizados com quatro subamostras de 25 sementes e a análise de
variância e o teste de Tukey-Kramer foram aplicados aos dados obtidos. No teste da condutividade
elétrica, os menores valores (31,9Scm-2) foram observados quando o pré-condicionamento foi
realizado com água destilada e os maiores resultados (1137Scm-2), quando se pré-condicionou
as sementes com KNO3 a 1,0M. Nos testes de exaustão (porcentagem com 48 horas e velocidade
de germinação com 72 horas); porcentagem de emergência e massa seca das plântulas em condições
de campo, o condicionamento em água propiciou melhores resultados. O osmocondicionamento
realizado com soluções de KNO3 a 0,5 e 1,0M reduziu a viabilidade e o vigor das sementes,
exceto nos testes que avaliaram a velocidade de germinação e de emergência. O condicionamento
realizado em água, aumentou a germinação das sementes submetidas ao armazenamento por 45
dias, no teste de estresse salino.



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