RELAÇÃO ENTRE O TESTE DE DETERIORAÇÃO CONTROLADA EO DESEMPENHO DE SEMENTES DE MILHO EM DIFERENTESCONDIÇÕES DE ESTRESSE
LILIAN PADILHA; MARIA DAS GRAÇAS GUIMARÃES CARVALHO VIEIRA; ÉDILA VILELA DE RESENDE VON PINHOE MARIA LAENE MOREIRA DE CARVALHO
O desenvolvimento de metodologias que estimem o vigor de sementes em resposta a
diferentes condições de estresse é fundamental para a escolha de lotes para a semeadura em
condições específicas. Dois lotes do híbrido AG-122 foram submetidos ao processo de deterioração
controlada a 40oC por diferentes períodos de envelhecimento (24 e 48 horas) e diferentes teores
iniciais de água (15, 20 e 25%) para testar o desempenho de sementes de milho submetidas a
temperatura adversa e ao estresse hídrico. Após a deterioração controlada de ambos os lotes, as
sementes foram submetidas aos teste de germinação e tiveram determinados os padrões
eletroforéticos isoenzimáticos para a esterase e sorbitol desidrogenase. Os resultados para esses
testes foram comparados aos do testes de frio, de emergência das plântulas em condições de
estresse hídrico nos potenciais de -0,3; -0,6 e -0,9MPa. As sementes submetidas à deterioração
controlada com 15 e 20% de água por 24 horas, permitiram a estimativa da emergência das plântulas
em areia, em condições ideais. O mesmo procedimento para sementes com 25% de água foi
eficiente em predizer a emergência das plântulas, em substrato umedecido a 40% da capacidade
de campo, e a germinação de sementes com restrição hídrica de -0,3 e -0,6MPa. Os resultados de
germinação das sementes com 20% de água submetidas à deterioração controlada por 48 horas
correlacionaram-se com o teste de frio. Os vários resultados encontrados para os diferentes testes
de deterioração controlada indicam a necessidade de utilização de uma metodologia específica
para testar o vigor de lotes de sementes de milho, em função das condições de solo e do clima da
região a que se destina a semeadura dessas sementes.
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