EFEITO DE Xanthomonas campestris pv. campestris NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE COUVE-FLOR E EFICIÊNCIA DE MEIOS DE CULTURA NA DETECÇÃO DO PATÓGENO EM SEMENTES DE REPOLHO

JULIANA ALTAFIN GALLI, RITA CÁSSIA PANIZZI, RUBENS SADER E MARGARETE CAMARGO

 

Foi feito um estudo para avaliar a eficiência de diferentes meios de cultura na
recuperação de Xanthomonas campestris pv. campestris (Xcc) em sementes de repolho inoculadas
artificialmente e avaliar o efeito da técnica de inoculação de sementes de couve-flor com Xcc e
seu efeito na germinação. Foram testados quatro meios de cultura: NA, NSCAA, BSCAA e SXÁgar.
As sementes de repolho cv. Matsukase sofreram desinfestação superficial prévia (hipoclorito
de sódio 1%, 3min.) e foram colocadas durante seis horas em suspensão bacteriana (108ufc/ml).
Após esse período, as sementes foram secas e plaqueadas nos respectivos meios. As avaliações
foram efetuadas aos dois, três e cinco dias após o plaqueamento. Sementes de couve-flor híbrido
AF-1192 foram dispostas sobre placas de Petri contendo Xcc cultivado em meio NA, durante 48
horas. Após esse período, foram realizados o plaqueamento de 100 sementes em meio de cultura
NSCAA, sendo 50 sementes desinfestadas superficialmente. Após três dias foram feitas as
avaliações da porcentagem de sementes infectadas. Concomitantemente, foi realizado o teste de
germinação, com uma mistura de sementes sadias com as artificialmente inoculadas com Xcc,
resultando em tratamentos com 20, 40, 60, 80 e 100% de sementes infectadas e uma testemunha.
Dos meios estudados, o melhor foi o NSCAA, por apresentar rapidez e facilidade na identificação
das colônias bacterianas em relação aos demais meios estudados. O período de contato de 48
horas das sementes com o patógeno foi suficiente para sua infecção e sementes contaminadas com
Xcc perderam sua capacidade germinativa, a partir de 20% de contaminação.



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