VERACIDADE DA GERMINAÇÃO INDICADA NAS EMBALAGENS DE SEMENTES DE ESPÉCIES MEDICINAIS
GERI EDUARDO MENEGHELLO, SÉRGIO MOACIR HUBNER SCHNEIDER E ORLANDO ANTÔNIO LUCCA-FILHO
O comércio de sementes de plantas medicinais encontra-se em ascensão, estimulado
pelo crescente consumo de ervas, seja para o preparo de infusões, ou mesmo para o preparo de
fármacos industrializados. No entanto, o consumidor dessas sementes normalmente encontra
dificuldades para o cultivo destas espécies. Dentre os problemas por eles enfrentados, encontra-se
a baixa densidade populacional, decorrente da utilização de sementes de baixa qualidade, ou por
seguirem as informações expressas nas embalagens, as quais nem sempre conferem com a realidade.
Considerando estas dificuldades, desenvolveu-se o presente trabalho, com a finalidade de avaliar
a qualidade das sementes de cinco espécies de plantas medicinais, verificar a autenticidade das
informações impressas nas embalagens para utilização doméstica, especialmente quanto a
reprodutibilidade do teste germinação e a eficiência dos métodos indicados nas Regras para Análise
de Sementes (RAS), adotadas no Brasil, para a superação da dormência. Sementes de anis
(Pimpinella anisum L.), funcho (Foeniculum vulgare Mill.), losna (Artemisia absinthium L.),
melissa (Melissa officinalis L.) e hortelã (Mentha piperita L.) foram submetidas a tratamentos
para superação de dormência sugeridos pelas RAS, avaliando-se posteriormente, a germinação e
emergência em casa de vegetação. Conclui-se que: a percentagem de germinação indicada nas
embalagens domésticas superestima a qualidade de todas as espécies avaliadas; o pré-esfriamento
é um método eficiente para a superação da dormência de sementes de melissa; o KNO3 é apropriado
para a superar da dormência de sementes de hortelã; nas embalagens de sementes de espécies
medicinais, deveriam constar informações adicionais quanto a possível existência de dormência
nas sementes, bem como, o método adicional a ser empregado para superá-la.
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