DESEMPENHO DE SEMENTES DE ALGODÃO TRATADAS QUIMICAMENTE E ARMAZENADAS
GILDA PIZZOLANTE PÁDUA, ROBERVAL DAITON VIEIRA E JOSÉ CARLOS BARBOSA
Considerando que o armazenamento desempenha papel decisivo na manutenção da
qualidade da semente, desenvolveu-se este trabalho com o objetivo de avaliar a qualidade fisiológica
e fitossanitária de sementes de algodão, tratadas quimicamente e armazenadas por doze meses.
Foram utilizados dois lotes de sementes de algodão cv. DeltaPine-AC90, deslintados quimicamente,
que foram submetidos aos tratamentos fungicidas e inseticidas: testemunha; Disulfoton + Carboxin
+ Thiram; Carbofuran + Carboxin + Thiram; Imidacloprid + Tolylfluanid + Pencycuron. As
sementes foram armazenadas em armazém sem controle de temperatura e umidade relativa do ar.
Foram retiradas amostras de sementes no início do armazenamento e a cada dois meses e avaliadas
quanto ao teor de água, à porcentagem de germinação, ao vigor (testes de envelhecimento acelerado
e de germinação à baixa temperatura), à sanidade e à emergência das plântulas. O delineamento
utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial, com quatro repetições. Verificou-se
redução da germinação e do vigor de sementes em função do armazenamento. A redução da
qualidade fisiológica associou-se com o aumento na ocorrência de Aspergillus sp. e Penicillium
sp. nas sementes. A manutenção da qualidade de sementes de algodão foi obtida até o oitavo mês
de armazenagem, podendo-se concluir que: a eficiência do tratamento químico de sementes de
algodão depende da combinação de produtos utilizados; não se deve tratar com fungicida sementes
de algodão com baixo nível de vigor; a ocorrência dos fungos Aspergillus sp. e Penicillium sp.
aumentou com o período de armazenamento nas sementes sem tratamento e que a manutenção da
qualidade de sementes de algodão para comercialização depende da sua qualidade inicial e do
período de armazenamento.
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