QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE MILHO-DOCE BR 400 (BT) EM FUNÇÃO DO TEOR DE ÁGUA NA COLHEITA E DA TEMPERATURA DE SECAGEM
JOSIANE MARLLE GUISCEM, JOÃO NAKAGAWA E CLAUDEMIR ZUCARELI
O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade fisiológica das sementes de milhodoce
em função do teor de água na colheita e da temperatura de secagem em espiga. O experimento
foi instalado na área experimental da FCA/Unesp, Botucatu-SP. Utilizou-se a cultivar BR 400 (bt)
?Super doce?. O delineamento experimental empregado foi o de blocos ao acaso com seis repetições,
constituindo os tratamentos as épocas de colheitas. As colheitas das espigas foram iniciadas após
a maturidade fisiológica; após despalhadas e divididas em duas porções, as espigas foram
submetidas a secagem em estufas com circulação forçada nas temperaturas de 30 e 40oC. Foi
utilizada uma testemunha com sementes secadas no campo com 10,1% de teor de água. Foram
determinados os teores de água das sementes, inicial e após a secagem, de todas as colheitas. Após
a secagem, as espigas foram debulhadas manualmente, as sementes acondicionadas em saco de
papel e armazenadas em condições ambientais de laboratório. As avaliações da qualidade fisiológica
das sementes (emergência de plântulas no campo, índice de velocidade de emergência, matéria
seca de plântulas, germinação, vigor-primeira contagem do teste de germinação, envelhecimento
acelerado, teste de frio, condutividade elétrica e teores de Ca, Mg, K e Na lixiviados na solução
do teste de condutividade elétrica) foram realizadas antes e após seis meses de armazenamento.
As sementes de milho-doce cultivar BR 400 (bt), com teor de água igual ou menor do que 35%,
podem ser submetidas à secagem em espiga a temperatura de 30 ou 40oC, sem perdas significativas
em sua qualidade fisiológica.
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