ADEQUAÇÃO DO TESTE DE CONDUTIVIDADE ELÉTRICA PARA DETERMINAR A QUALIDADE FISIOLÓGICA DE SEMENTES DE JACARANDÁ-DA-BAHIA (Dalbergia nigra (VELL.) Fr.All. ex Benth.)

MARCO ANTONIO MARQUES, RINALDO CESAR PAULA E TERESINHA JESUS DELÉO RODRIGUES

 

Para testar o efeito da temperatura e do tempo de embebição nos valores de
condutividade elétrica e verificar sua aplicabilidade para determinar a qualidade fisiológica de
sementes de Dalbergia nigra (jacarandá-da-bahia), foram utilizadas sementes colhidos em três
anos (lote I ? 1998; lote II ? 1997 e lote III - 1994). Inicialmente determinou-se o teor de água e
depois conduziu-se os testes de germinação em laboratório e viveiro, utilizando-se quatro repetições
de 25 sementes. Para estudar a condutividade elétrica (CE) foram utilizadas quatro repetições de
50 sementes. Cada subamostra foi colocada em recipiente contendo 75ml de água deionizada,
embebidas por 6, 12, 18, 24, 30 e 36 horas, a 20, 25 e 30ºC. Sementes do lote II apresentaram
maiores valores na primeira contagem da germinação, diferindo significativamente dos demais
lotes. O lote III apresentou qualidade inferior. Com o aumento do período e da temperatura de
embebição ocorreu aumento nos valores de CE das sementes dos três lotes. O lote III mostrou
qualidade fisiológica inferior a dos lotes I e II, que apresentaram valores mais elevados de CE.
Não houve diferenciação entre os lotes I e II. Concluiu-se que o teste de CE foi eficiente para
diferenciar os lotes de sementes de Dalbergia nigra, com alto grau de associação com o teste de
germinação.



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